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Fiocruz mantém alerta para casos graves de síndrome respiratória
10 de abril de 2026 / 19:36
Foto: Divulgação

O boletim Infogripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta situação preocupante em Mato Grosso e Maranhão, com 18 estados e o Distrito Federal ainda em alerta, risco ou alto risco para casos graves de síndromes gripais. Entre esses, 13 apresentam tendência de aumento nas semanas seguintes, destacando a gravidade do quadro que se desenha para o país.

Estados como Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco, que já estão em nível de risco, devem enfrentar uma piora nos casos detectados em análises recentes. Apesar desse cenário alarmante, a tendência nacional indica estabilidade no longo prazo, com sinais de redução em algumas regiões dos casos causados pela influenza A e pelo rinovírus, responsáveis por mais de 70% dos resultados positivos para infecções virais nas últimas semanas.

A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) manifesta-se quando pessoas com sintomas gripais comuns apresentam agravamento e dificuldades respiratórias, exigindo hospitalização. Embora a infecção por vírus seja o principal gatilho, nem sempre o agente causador é identificado por exames laboratoriais. Entre as principais causas de SRAG, três infecções podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no SUS: influenza A, influenza B e covid-19.

Atualmente, está em andamento a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, voltada prioritariamente para crianças de 6 meses a menos de 6 anos, idosos e gestantes, grupos mais suscetíveis a quadros graves. A vacinação contra a covid-19 deve ser iniciada em bebês aos 6 meses de idade, com reforços periódicos recomendados para grupos vulneráveis, como idosos, gestantes, pessoas com comorbidades ou imunossuprimidas e profissionais de saúde.

Além disso, desde o ano passado, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, com a finalidade de proteger os recém-nascidos, principais afetados pela bronquiolite. A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e responsável pelo boletim, enfatiza que a vacinação é essencial para prevenção de casos graves e mortes.

Ela recomenda que a população considerada de maior risco e os profissionais de saúde se vacinem o mais rápido possível. Além disso, recomenda que pessoas com sintomas gripais permaneçam em isolamento domiciliar e, se precisarem sair, usem máscaras adequadas para evitar a propagação do vírus.

Dados deste ano indicam 31.768 notificações de SRAG no Brasil, sendo aproximadamente 13 mil confirmados laboratorialmente para algum vírus respiratório: rinovírus (42,9%), influenza A (24,5%), vírus sincicial respiratório (15,3%), covid-19 (11,1%) e influenza B (1,5%). Os óbitos relacionados à SRAG somam 1.621 casos, com 669 confirmados por exame; a covid-19 responde por 33,5% desses falecimentos, seguida pela influenza A com 32,9%, rinovírus com 22,7%, vírus sincicial respiratório com 4,8% e influenza B com 2,8%.

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