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Foliões de Olinda celebram elementos de O Agente Secreto no carnaval
16 de fevereiro de 2026 / 10:55
Foto: Divulgação

O carnaval de Olinda deste ano foi marcado por fantasias inspiradas no filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que disputa quatro categorias no Oscar. Elementos icônicos do longa, como a “Perna Cabeluda”, o Cinema São Luiz, o orelhão amarelo e a famosa dúvida “raparigou ou não raparigou”, ganharam as ladeiras da cidade neste domingo (15), reforçando a torcida para a premiação que acontece em 15 de março nos Estados Unidos.

Um grupo de foliões, entre eles a advogada Luiza Caldas, veio de São Paulo para participar da festa com placas de apoio ao ator Wagner Moura, repetindo a estratégia de sucesso do ano anterior, quando Fernanda Torres e o documentário “Ainda Estou Aqui” foram destaque no carnaval. A confraternização com os temas do filme evidencia o impacto cultural do longa no estado e a expectativa pelo reconhecimento internacional.

O orelhão amarelo, presente no pôster do filme, foi reproduzido em uma sacada no percurso da folia por um grupo de amigos de Natal, encantando visitantes e moradores que paravam para fotos. O artista plástico Daniel Torres explicou que a peça foi construída com material reciclado, incluindo papelão e arame, enquanto a “Perna Cabeluda” foi feita usando isopor, fitas e tinta para simular os pelos.

Dentre as fantasias, a expressão “raparigou ou não raparigou?” ganhou destaque e divertiu os foliões, lembrando até mesmo o clássico “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, segundo a advogada Ana Amélia. O engenheiro Tiago Cahú, pernambucano que mora na Alemanha, destacou o filme como uma representação rica da cultura local.

A tradição da “Perna Cabeluda” em Pernambuco, lenda urbana dos anos 70, foi celebrada pela empresária Michelly Martins, que incorporou o personagem em seu look para o bloco “Enquanto Isso na Sala da Justiça”, torcendo pelo Oscar na expectativa que o filme seja premiado. O servidor aposentado Jorge Luís, fantasiado de Cinema São Luiz, ressaltou a importância histórica do local para a cultura pernambucana.

O carnaval do Recife não ficou de fora da homenagem: o orelhão, que virou ponto turístico no Jardim do Cais do Sertão, reuniu turistas e locais para fotos e recordações, reforçando a relação entre cinema, memória e identidade regional. A advogada Anteia Xavier, natural de Minas Gerais, emocionou-se com a produção e demonstrou grande carinho pela cultura local, expressando fé na vitória de “O Agente Secreto” no Oscar.

Assim, o carnaval pernambucano reforça seu papel como celebração cultural, unindo tradição, cinema e torcida pelo sucesso do filme no cenário mundial.

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