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Frevo raparigou inspira torcida por o agente secreto no Oscar
1 de fevereiro de 2026 / 15:54
Foto: Divulgação

A expressão “Raparigou ou não raparigou?”, dita pelo personagem Seu Alexandre no filme “O Agente Secreto”, ultrapassou as telas do cinema e ganhou nova vida na música. A frase inspirou a criação de um frevo pernambucano composto pelos músicos Juliano Holanda e PC Silva, transformando um momento marcante do longa-metragem em uma canção carnavalesca que já começa a circular entre o público. Intitulada “Raparigou”, a música está disponível nas plataformas digitais e nas redes sociais dos artistas, conquistando ouvintes com sua irreverência e identidade regional.

A canção traz diversas referências diretas ao universo do filme, como a lenda da perna cabeluda, a figura do tubarão, o vitral do Cinema São Luiz e o tradicional bloco da Pitombeira, elementos fortemente ligados à cultura e à memória afetiva do Recife. Essas imagens constroem uma narrativa rica e envolvente, que dialoga com a obra cinematográfica sem entregar respostas definitivas, mantendo viva a dúvida que dá o tom da música: afinal, “raparigou” ou não?

Os próprios compositores definem o frevo como um “spoiler brincadeira”. Segundo eles, mesmo quem já assistiu ao filme é convidado a reinterpretar a história a partir da música, criando uma experiência paralela, onde cinema e frevo se complementam. Para quem ainda não viu o longa, a canção funciona como um convite curioso e bem-humorado para mergulhar nesse universo.

Juliano Holanda e PC Silva compõem juntos há cerca de três anos, período em que vêm desenvolvendo o que chamam de “frevos de crônica” — músicas inspiradas em fatos cotidianos, temas atuais e situações aparentemente simples, mas carregadas de significado cultural. Neste ano, a escolha do filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e indicado a quatro categorias do Oscar, facilitou o processo criativo e deu ainda mais força simbólica à composição.

PC Silva já havia assistido ao filme e rapidamente sugeriu a criação do frevo. Juliano, ao ver o longa, imediatamente se conectou à ideia. O resultado foi um processo criativo ágil e espontâneo: em apenas dois dias, a dupla conseguiu compor, gravar e finalizar a faixa, captando o espírito do filme e transformando-o em música carnavalesca.

A canção foi mixada e masterizada por Junior Evangelista e contou com a participação especial de um coral formado por amigos da dupla, batizado de “Coral do 13 de Maio”, em referência ao Parque Treze de Maio, um dos cenários de gravação do filme. A presença do coral reforça o caráter coletivo do frevo e sua ligação com os espaços públicos e afetivos da cidade.

O frevo “Raparigou” foi muito bem recebido pela equipe do filme. Juliano e PC foram convidados para uma sessão especial de exibição no Recife, onde receberam elogios e comemoraram o sucesso da música como uma extensão criativa da obra cinematográfica.

Agora, a expectativa dos autores é que a canção ganhe as ruas durante o carnaval, cumprindo seu papel como trilha sonora da folia. A música já tem apresentações marcadas, incluindo um show no Parque das Graças, no dia 16 de fevereiro, além do interesse de outros artistas em incorporá-la a seus repertórios carnavalescos.

Para os compositores, o objetivo está sendo alcançado: transformar situações do cotidiano e da cultura pop em alegria coletiva, celebrada no ritmo do frevo. Assim, “Raparigou” não apenas anima o carnaval, mas também reforça a torcida pelo sucesso de “O Agente Secreto” no Oscar, unindo música, cinema e tradição pernambucana em uma manifestação cultural vibrante e contemporânea.

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