
Os consumidores do Rio Grande do Norte enfrentarão um aumento no preço do gás de cozinha a partir desta quinta-feira, 9 de novembro. O botijão de 13 quilos passará por um reajuste que pode variar entre R$ 7 e R$ 10, elevando o custo final para valores entre R$ 120 e R$ 125, dependendo da revenda. De acordo com Ivo Lopes, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Rio Grande do Norte (Singais-RN), o principal responsável por essa alta é a mudança na política de preços da Petrobras para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), além do aumento recente no preço do diesel no país. O último leilão interno de GLP promovido pela Petrobras, realizado a cada 90 dias, indicou um aumento médio de 10% para as distribuidoras, repassado posteriormente ao consumidor final.
Outro fator que contribui para o aumento do preço do gás de cozinha no RN é a elevação do valor do diesel, amplificada pelos efeitos da guerra no Oriente Médio. Como o transporte para as revendas é 90% rodoviário, o custo do combustível impacta diretamente no preço final. Ivo Lopes alerta que, frente a esse cenário, as revendas provavelmente terão que repassar esse aumento, o que pode provocar uma redução no consumo e, consequentemente, nas vendas de gás no estado.
O reajuste também acende um alerta para o funcionamento de programas sociais, como o “Gás do Povo”, que oferece preços subsidiados. Segundo Lopes, o valor pago pelo governo aos revendedores está atualmente em torno de R$ 102, montante que não cobre os custos atuais. Ele ressalta que, sem um reajuste para pelo menos R$ 110, as revendas poderão deixar de participar do programa, o que afetaria a continuidade do benefício para a população. Lopes enfatiza que, caso o governo não ajuste o preço nos próximos 30 dias, muitas revendas podem abandonar a iniciativa.
Assim, a alta no preço do gás de cozinha no RN reflete mudanças nos preços do GLP, custos do transporte e potenciais impactos para consumidores e programas sociais, evidenciando um cenário desafiador para o setor.