
O gás de cozinha na Bahia sofreu um reajuste de 2,38% nesta sexta-feira (2), conforme informou o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás). Com isso, o preço do botijão pode ficar até R$ 5 mais caro em relação aos valores praticados no mês anterior. O diretor do SindRevGás, Robério Souza, esclareceu que o consumidor já encontra esse aumento nas revendas a partir de hoje, refletindo o impacto direto no orçamento familiar.
De acordo com o sindicato, o reajuste do gás de cozinha no estado considera três fatores principais. O primeiro é o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que corresponde a uma elevação de R$ 1,05 no preço final. Em segundo lugar, há o acréscimo causado pela elevação do valor cobrado pela Acelen, empresa responsável pelo fornecimento, cuja parcela representa R$ 1,40. Por fim, o reajuste também inclui o aumento dos custos relacionados à força de trabalho, principalmente salários, que contribuem para a elevação do preço do botijão.
Para efeito de comparação, no ano passado, o gás de cozinha teve seu primeiro reajuste em 1º de fevereiro, quando o preço do botijão aumentou até R$ 8. A alta atual apresenta uma variação percentual menor, porém ainda impacta significativamente o bolso dos consumidores baianos.
Em 2026, o valor do gás de cozinha segue uma tendência de aumento, considerando fatores econômicos e tributários que influenciam o mercado. A situação vem sendo acompanhada de perto pelos consumidores, que já sentem os efeitos no preço final.
O reajuste do gás de cozinha na Bahia reafirma a necessidade de políticas públicas que busquem minimizar o impacto das altas nos preços para a população, principalmente as famílias de menor renda, que dependem desse insumo para suas atividades domésticas diárias. A tendência é que o preço do botijão continue sujeito a flutuações conforme o cenário econômico e decisões de órgãos reguladores.