João Pessoa 28.13 nuvens dispersas Recife 28.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nuvens dispersas Maceió 29.69 algumas nuvens Salvador 27.98 nublado Fortaleza 29.07 céu limpo São Luís 30.11 algumas nuvens Teresina 34.84 nuvens dispersas Aracaju 27.97 nuvens dispersas
Gasolina em alta e queda da luz elétrica afetam o IPCA de janeiro
10 de fevereiro de 2026 / 20:19
Foto: Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou uma alta de 0,33% em janeiro, mesmo resultado observado em dezembro, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 10. Nos últimos 12 meses, o índice acumulado atingiu 4,44%, superior aos 4,26% registrados no período anterior de 12 meses. Em comparação a janeiro de 2025, quando a variação foi de 0,16%, observa-se um aumento na inflação mensal.

O grupo de Transportes teve o maior impacto no resultado do mês, com uma variação de 0,60%, contribuindo com 0,12 pontos percentuais para o IPCA. Dentro desse grupo, os combustíveis subiram 2,14%, destaque para a gasolina que aumentou 2,06%, sendo o principal responsável pelo impacto individual no índice, representando 0,10 pontos percentuais. Outros combustíveis também tiveram variações: etanol subiu 3,44%, óleo diesel 0,52% e gás veicular 0,20%. Por outro lado, o grupo de Habitação apresentou queda de 0,11%, influenciado principalmente pela redução de 2,73% no preço da energia elétrica residencial, que foi o maior impacto negativo no índice do mês, contribuindo com -0,11 pontos percentuais.

A mudança da bandeira tarifária da energia elétrica de amarela em dezembro, que acrescentava um custo extra de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos, para a verde em janeiro, sem cobrança adicional, foi fundamental para essa queda nos preços da luz residencial. Além da Habitação, o grupo Vestuário registrou variação negativa de 0,25% no período.

De acordo com especialistas do IBGE, a gasolina possui peso de 5,07% na composição do IPCA, enquanto a energia elétrica residencial representa 4,16%, sendo esses dois subitens com as maiores participações no orçamento das famílias e, por isso, os movimentos nestes preços impactam fortemente o índice final. O reajuste no ICMS para a gasolina, iniciado em 1º de janeiro, influenciou o aumento no preço final para o consumidor, enquanto a mudança na bandeira tarifária permitiu a queda no custo da energia elétrica residencial.

Dessa forma, a combinação da alta da gasolina e a redução na conta de luz elétrica foram os principais fatores que influenciaram o IPCA em janeiro, refletindo diretamente na inflação registrada no país no início de 2025.

Copyright © 2025. Direitos Reservados.