
Uma transformação demográfica importante está em andamento com o crescimento da geração de superidosos, composta por pessoas com 80 anos ou mais que vivem com saúde e continuam ativas. Essa mudança é resultado dos avanços médicos, melhores condições de vida e hábitos mais saudáveis. No Brasil, a expectativa de vida saltou de cerca de 45 anos em 1940 para mais de 76 atualmente, enquanto o número de idosos cresceu 56% desde o último censo.
Especialistas ressaltam que práticas como exercícios regulares e alimentação balanceada são fundamentais para garantir qualidade de vida na terceira idade. Essas atividades ajudam a reduzir o risco de doenças crônicas e promovem a autonomia dos idosos. Estudos mostram que a prática de atividade física pode aumentar a expectativa de vida em até sete anos, prevenindo problemas como hipertensão e diabetes.
Além da importância do cuidado físico, a socialização e o estímulo mental são fatores relevantes para a vivacidade dos superidosos. Pesquisas indicam que manter relações sociais fortes está conectado à preservação das funções cognitivas. Também há investigações genéticas que buscam identificar marcadores que possam proteger contra o envelhecimento avançado.
Apesar dos avanços, a geração de superidosos enfrenta desafios significativos. Muitos idosos ainda lidam com o preconceito, dificuldades para acessar serviços de saúde e a sobrecarga dos cuidadores, geralmente familiares que precisam deixar seus empregos para prestar assistência. Esse cenário exige atenção das políticas públicas.
Além disso, os cientistas enfatizam que a prevenção desde a infância é essencial para melhorar a qualidade do envelhecimento. Isso inclui promover educação, uma alimentação saudável e combater o tabagismo, medidas que tendem a diminuir a incidência de demências e favorecer uma velhice mais ativa no futuro. A geração de superidosos, assim, não só redefine o envelhecimento no Brasil, mas também aponta caminhos para políticas e estilos de vida que garantam longevidade com saúde.