João Pessoa 28.13 nuvens dispersas Recife 28.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nuvens dispersas Maceió 29.69 algumas nuvens Salvador 27.98 nublado Fortaleza 29.07 céu limpo São Luís 30.11 algumas nuvens Teresina 34.84 nuvens dispersas Aracaju 27.97 nuvens dispersas
Gilson Machado deixa o PL após divergência interna sobre Senado em Pernambuco
21 de janeiro de 2026 / 16:29
Foto: Divulgação

Gilson Machado Neto, ex-ministro e um dos aliados mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou sua saída do Partido Liberal (PL). A decisão, divulgada em nota pública nesta quarta-feira (21), foi motivada por uma divergência interna no partido em Pernambuco acerca da escolha do candidato para a disputa ao Senado. Embora Machado não tenha revelado seu novo destino político, três siglas já estariam em negociação para sua filiação.

Na nota, Gilson Machado afirmou que permanece no campo político bolsonarista e ressaltou que a saída do PL não representa uma ruptura com Bolsonaro. “Troco de partido, mas não de lado. Sigo fiel aos meus ideais e valores”, disse. Ele destacou também que, em agosto do ano passado, havia sido destituído do comando do PL no Recife pelo diretório nacional.

Em treze parágrafos, o ex-ministro destacou a forte relação política que mantém com Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Ele afirmou ser sempre leal à família Bolsonaro, citando a parceria construída com base na confiança, nos valores e na busca por projetos comuns para um Brasil melhor e mais justo.

A divergência interna diz respeito à disputa pelo Senado em Pernambuco. Gilson mantém que é o nome defendido por Bolsonaro para a vaga no Senado, mas reconheceu que não conta com o respaldo da direção estadual do PL, que é liderada pela família Ferreira. O partido escolheu o ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, como candidato para o Senado. Contudo, nos bastidores, dúvidas existem sobre a viabilidade eleitoral de Anderson, que poderia, em caso de dificuldades, disputar uma vaga para deputado federal.

Machado comunicou sua decisão a membros da família Bolsonaro, incluindo Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro — irmão do ex-presidente — que entenderam que a saída do PL fortalece o projeto político para 2026.

Ao justificar sua trajetória dentro do partido, Gilson destacou os resultados eleitorais alcançados nas últimas eleições, mencionando que, em 2022, obteve mais de 1,3 milhão de votos, e repetiu o segundo lugar em 2024. Estes números refletem seu desempenho e são usados por seus aliados para reforçar sua viabilidade em uma candidatura majoritária.

Gilson também explicou que não pôde comunicar pessoalmente a decisão a Jair Bolsonaro devido a restrições judiciais que limitam seus deslocamentos, impedindo-o de sair de Recife no momento. Por fim, ele reafirmou seu compromisso político e a continuidade da atuação pública, afirmando que continuará lutando pela liberdade de expressão e contra perseguições políticas, mantendo o foco em um projeto para um Pernambuco e um Brasil mais soberanos.

Copyright © 2025. Direitos Reservados.