
O governo do Rio Grande do Norte homologou na sexta-feira (26) o resultado da licitação que foi vencida pela Construtora Ramalho Moreira Ltda para a construção do Hospital Metropolitano no estado. A homologação foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Coêlho. O investimento total para a obra é de R$ 200 milhões, e a unidade de saúde será erguida no bairro de Emaús, em Parnamirim, na região metropolitana de Natal. Com essa homologação, o processo de concorrência pública para a execução do projeto foi oficialmente concluído, conforme informou o governo do RN. O próximo passo previsto é a assinatura da ordem de serviço para que as obras sejam iniciadas. A construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Vale destacar que o processo de licitação chegou a ser suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU) após uma denúncia apontar supostas irregularidades, já que o contrato inicial teria sido fechado com a empresa que ficou em quarto lugar. Entretanto, o governo do RN esclareceu que as empresas em primeiro e terceiro lugares não apresentaram a documentação exigida pelo edital, enquanto a segunda colocada não cumpria os requisitos técnicos. Assim, a empresa vencedora atendeu a todos os critérios estabelecidos.
O Hospital Metropolitano terá foco em atendimentos de trauma, ortopedia e neurocirurgia. A unidade contará com 350 leitos, sendo 40 unidades de terapia intensiva (UTI), e será fundamental na reorganização da rede estadual de urgência e emergência. Atualmente, essas demandas são concentradas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. De acordo com o governo, a nova estrutura trará melhorias significativas no fluxo e na qualidade do atendimento via SUS no Rio Grande do Norte. O hospital será equipado com três centros cirúrgicos com 14 salas, centro de diagnóstico por imagem com tomografia, ressonância magnética e outros exames, além de serviço de hemodinâmica, procedimento que hoje é oferecido apenas no Hospital Universitário Onofre Lopes.