
O Governo Federal anunciou nesta quarta-feira (11) um plano de R$ 9,2 bilhões para modernizar a infraestrutura aeroportuária em quatro estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. Os investimentos serão executados pela concessionária Aena Brasil, com financiamento estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Do total anunciado, R$ 5,7 bilhões serão destinados a um bloco de 11 aeroportos concedidos na última rodada de concessões federais. Desse valor, R$ 4,7 bilhões serão financiados pelo BNDES e R$ 1 bilhão pelo Grupo Santander, enquanto o restante será aportado ao longo do contrato de concessão. Além disso, a Aena investe R$ 3,1 bilhões em aeroportos sob sua administração no Nordeste, consolidando o montante total de R$ 9,2 bilhões.
Atualmente, a concessionária responde por cerca de 20% do tráfego aéreo brasileiro, o que reforça o impacto estratégico da operação para o setor.
Congonhas concentra maior aporte
O maior volume de recursos será aplicado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que receberá R$ 2,6 bilhões. O projeto prevê a ampliação do terminal de passageiros para 135 mil metros quadrados, aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19, além da expansão das áreas de pátios e espaços comerciais. A conclusão das obras está prevista para junho de 2028.
O objetivo é reduzir gargalos operacionais em um dos aeroportos mais movimentados do país e melhorar a experiência dos passageiros.
Fortalecimento da aviação regional
Outros dez aeroportos também passarão por modernização, com previsão de conclusão das obras até 2026. São eles:
- Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros
- Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá
- Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira
Atualmente, esses terminais movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano. Com os investimentos, a capacidade poderá ultrapassar 40 milhões de passageiros anuais, fortalecendo a integração regional e ampliando a conectividade entre o interior e os grandes centros econômicos.
O Ministério de Portos e Aeroportos destaca que a iniciativa busca reduzir gargalos estruturais da aviação civil e impulsionar o desenvolvimento regional. Já o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do banco no financiamento de infraestrutura e afirmou que novas modalidades de crédito têm ampliado a capacidade de investimento no setor.
Segundo a Aena, trata-se da maior operação de financiamento da história do país voltada à infraestrutura aeroportuária, consolidando uma nova etapa de expansão e modernização da malha aérea brasileira.