
A bolsa brasileira finalizou a sexta-feira, 23, alcançando um novo recorde histórico com o índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechando aos 178.858 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a ultrapassar a marca de 180 mil pontos e encerrou o dia com uma alta diária de 1,86%.
Essa performance fez com que o Ibovespa acumulasse uma valorização semanal de 8,53%, seu maior avanço desde abril de 2020, momento em que o mercado começava a se recuperar das grandes quedas provocadas pela pandemia da covid-19 em março daquele ano.
Embora a bolsa tenha demonstrado forte valorização, o mercado de câmbio mostrou movimentação mais moderada. O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,287, com ligeira alta de 0,05%, mantendo-se abaixo dos R$ 5,30. Na semana, a moeda norte-americana registrou uma queda acumulada de 1,61% e no ano recuou 3,68%, atingindo seu menor nível desde a primeira quinzena de novembro.
Esse cenário nos mercados reflete novamente a migração de investimentos internacionais para países emergentes, situação motivada pela menor atratividade dos ativos americanos. Só em janeiro, até o dia 21, a B3 recebeu uma entrada líquida de R$ 12,35 bilhões em capital estrangeiro, valor que representa cerca de metade do saldo positivo obtido em todo o ano de 2025.
O câmbio se beneficia da manutenção dos juros elevados no Brasil, que seguem como fator de atração para os investidores externos. A Taxa Selic está atualmente em 15% ao ano, o valor mais alto em quase vinte anos. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá se reunir para decidir os próximos passos sobre a taxa básica de juros.