João Pessoa 28.13 nuvens dispersas Recife 28.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nuvens dispersas Maceió 29.69 algumas nuvens Salvador 27.98 nublado Fortaleza 29.07 céu limpo São Luís 30.11 algumas nuvens Teresina 34.84 nuvens dispersas Aracaju 27.97 nuvens dispersas
INPC registra alta de 0,39% em janeiro e acumula 4,3% em 12 meses
10 de fevereiro de 2026 / 19:36
Foto: Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve uma elevação de 0,39% em janeiro, superando a alta de 0,21% registrada em dezembro. Com este resultado, o índice acumulou uma variação positiva de 4,3% nos últimos 12 meses, um aumento em relação ao acumulado até dezembro, que era de 3,9%. Os números foram divulgados no dia 10 de janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa evidencia que houve uma desaceleração na inflação dos produtos alimentícios, que passou de 0,28% em dezembro para 0,14% no mês seguinte, indicando uma queda pela metade no ritmo dos preços dos alimentos. Por outro lado, os itens não alimentícios tiveram uma aceleração, com alta de 0,47% em janeiro ante 0,19% em dezembro.

O INPC acompanha o custo de vida para famílias com renda mensal de um a cinco salários mínimos, atualmente fixado em R$ 1.621. Diferentemente do IPCA, que é a inflação oficial do país e abrange famílias com renda de até 40 salários mínimos, o INPC tem foco no orçamento das famílias com menor rendimento. Em janeiro, o IPCA teve alta de 0,33%, acumulando 4,44% em 12 meses. Segundo o IBGE, os grupos de consumo possuem pesos distintos entre os índices: no INPC, os alimentos correspondem a cerca de 25% da composição, enquanto no IPCA esse peso é aproximadamente 21%. Isso reflete o fato de que famílias com menor renda gastam uma parcela maior do orçamento em alimentação, em contraste com despesas menos impactantes, como passagens aéreas, que têm menor influência no INPC.

A pesquisa de preços que compõe o INPC é realizada em diversas regiões metropolitanas do país, incluindo Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. O índice serve como referência para reajustes de benefícios sociais e trabalhistas, como o salário mínimo, seguro-desemprego, o teto do INSS e benefícios pagos acima do salário mínimo, que utilizam o INPC acumulado em seus cálculos. O IBGE ressalta que o objetivo do INPC é ajustar o poder de compra dos salários, medindo as variações de preços da cesta de consumo das famílias assalariadas com menor renda, sendo um instrumento importante para avaliar o impacto da inflação sobre esse segmento da população.

Copyright © 2025. Direitos Reservados.