
Neste ano de 2025, a inteligência artificial (IA) se consolidou como uma poderosa fonte de riqueza para empreendedores que desenvolvem modelos, infraestrutura e aplicações cada vez mais integradas ao dia a dia. Essa revolução tecnológica resultou na criação de mais de 50 novos bilionários ao redor do mundo. O ano iniciou com o impacto causado pelo modelo de código aberto da startup chinesa DeepSeek, que, utilizando uma fração do poder computacional dos gigantes americanos, abalou os mercados financeiros. O fundador Liang Wenfeng alcançou um patrimônio líquido estimado em US$ 11,5 bilhões (R$ 65,55 bilhões). Nos meses seguintes, a Anthropic, criadora do modelo Claude, realizou uma rodada de captação de US$ 3,5 bilhões (R$ 19,95 bilhões) que avaliou a empresa em US$ 61,5 bilhões (R$ 350,55 bilhões) e colocou seus sete cofundadores na lista de bilionários. Ao longo de 2025, a startup aumentou a captação para US$ 16,5 bilhões (R$ 94,05 bilhões) e sua avaliação para US$ 183 bilhões (R$ 1,0431 trilhão). Investidores injetaram mais de US$ 200 bilhões (R$ 1,14 trilhão) no setor, com a metade dos recursos direcionados a startups de IA, representando um crescimento de 16 pontos percentuais em relação a 2024, segundo dados da Crunchbase.
Além da captação de recursos, essas empresas investiram pesadamente na expansão da infraestrutura, com projetos como o Stargate, anunciado pelo presidente Trump, que prevê US$ 500 bilhões (R$ 2,85 trilhões) em data centers, envolvendo players como OpenAI, SoftBank e Oracle. Empresas gigantes como Meta, Alphabet e Microsoft também comprometeram mais de US$ 65 bilhões (R$ 370,5 bilhões) neste segmento em 2025. O apetite por data centers impulsionou a criação de bilionários em companhias de semicondutores, centros de dados, componentes eletrônicos e computação em nuvem, como Astera Labs, Fermi, ISU Petasys, Sanil Electric e CoreWeave.
A competição por talentos qualificados também alcançou níveis elevados. Em junho, a Meta adquiriu 49% da Scale AI por mais de US$ 14 bilhões (R$ 79,8 bilhões), negócio que avaliou a empresa em cerca de US$ 29 bilhões (R$ 165,3 bilhões). O cofundador e CEO Alexandr Wang (28 anos) integrou a Meta como diretor de IA, e a cofundadora Lucy Guo, que mantinha participação na empresa, tornou-se temporariamente a mulher bilionária self-made mais jovem do mundo com US$ 1,4 bilhão (R$ 7,98 bilhões). A Meta abriu espaço para prosperar outras startups do ramo, como a Surge AI, que vale US$ 24 bilhões (R$ 136,8 bilhões), com o fundador Edwin Chen possuindo patrimônio de US$ 18 bilhões (R$ 102,6 bilhões). Em outubro, a Mercor também atingiu avaliação de US$ 10 bilhões (R$ 57 bilhões) após rodada de captação, tornando seus três cofundadores bilionários self-made aos 22 anos, os mais jovens da história.
A inovação em formatos multimodais de IA, que abrangem imagem, vídeo e áudio, foi destaque. O lançamento do Sora 2 da OpenAI dominou as redes em setembro. A startup ElevenLabs, especializada em geração de áudio por IA, levantou US$ 100 milhões (R$ 570 milhões) em rodada que avaliou a empresa em US$ 6,6 bilhões (R$ 37,62 bilhões), elevando seus dois cofundadores ao status de bilionários. A utilização da IA no ambiente de trabalho cresceu significativamente, de 11% em 2023 para 23% em 2025, conforme pesquisa Gallup Workplace. A Microsoft, por exemplo, teve cerca de 30% de seu código escrito com ajuda da IA, segundo o CEO Satya Nadella, que também entrou para o grupo de bilionários graças à tecnologia.
Outra empresa que se destacou foi a Anysphere, responsável pela ferramenta de programação com IA Cursor, que alcançou avaliação de US$ 29 bilhões (R$ 165,3 bilhões) em novembro e transformou seus quatro cofundadores em bilionários. Fundadores de companhias que adotaram intensamente a IA, como Paper Games, TransPerfect e Orbbec, também alcançaram o status bilionário. Assim, o ano de 2025 marcou uma verdadeira explosão da inteligência artificial como criadora de riqueza e novos bilionários, mostrando o impacto revolucionário dessa tecnologia em diversos setores econômicos.