
A intenção de compra de imóveis no Brasil apresentou uma recuperação significativa no início de 2026, alcançando seu maior patamar em um ano. Segundo pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, 49% das famílias brasileiras manifestam o desejo de adquirir um imóvel, o que representa um aumento de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mesmo diante de uma conjuntura econômica marcada por juros elevados, o interesse pela casa própria permanece elevado e consistente. Apesar de uma pequena oscilação em comparação com o trimestre anterior, a tendência de busca por imóveis continua estável, refletindo a força da intenção de compra no mercado.
Dados adicionais revelam que 9% dos entrevistados já estão pesquisando imóveis pela internet, enquanto 5% estão visitando propriedades, indicando que parte dos potenciais compradores está em fases avançadas, o que pode se converter em vendas nos próximos meses.
No último ano, 9% dos brasileiros adquiriram um imóvel, mantendo um quadro estável em relação ao trimestre anterior, porém acima do registrado no ano anterior. Entre as faixas etárias, a geração Z, composta por pessoas entre 21 e 28 anos, destaca-se com 59% manifestando intenção de compra, um crescimento considerável em comparação aos 49% no início de 2025. Isso sugere uma antecipação do ciclo de aquisição para os jovens que tradicionalmente dependem mais do aluguel.
Regionalmente, o Nordeste lidera a intenção de compra, com 55% das famílias interessadas, enquanto as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte apresentam índices mais baixos, em torno de 47%. A perspectiva para o médio prazo também é positiva, com cerca de 68% das famílias interessadas planejando a compra dentro de até dois anos, formando um grupo expressivo de compradores potenciais.
Entre as motivações para a aquisição de imóveis, sair do aluguel continua sendo o principal fator, citado por 38% dos entrevistados. Mudanças pessoais, como casamento, independência ou necessidade de mais espaço, também são motivos recorrentes para a decisão. Além disso, o uso do imóvel como forma de investimento tem ganhado relevância, com 28% das compras realizadas para alugar ou revender, evidenciando o crescimento do perfil de compradores investidores no mercado.
A pesquisa foi realizada em março de 2026, com 1.200 entrevistas em todo o país, margem de erro de 2,83 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.