João Pessoa 28.13 nuvens dispersas Recife 28.02 nuvens dispersas Natal 28.12 nuvens dispersas Maceió 29.69 algumas nuvens Salvador 27.98 nublado Fortaleza 29.07 céu limpo São Luís 30.11 algumas nuvens Teresina 34.84 nuvens dispersas Aracaju 27.97 nuvens dispersas
publicidade
IPCA-15 registra desaceleração para 0,20% em janeiro, segunda menor alta desde o Plano Real
27 de janeiro de 2026 / 13:23
Foto: Divulgação

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,20% em janeiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 27. Este resultado foi inferior aos 0,25% registrados em dezembro e representa a segunda menor variação para meses de janeiro desde o início do Plano Real, em 1994, ficando atrás somente da taxa de 0,11% observada em janeiro de 2025. O valor ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava uma inflação de 0,22% para o período, com estimativas variando entre 0,15% e 0,42%, segundo a mediana coletada pela Bloomberg.

No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, o IPCA-15 indicou alta de 4,50%, ligeiramente superior aos 4,41% apurados até dezembro. Esse índice permanece no limite superior da meta de inflação definida pelo Banco Central, cujo centro é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A divulgação do índice antecede a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta quarta-feira, sobre a definição da taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, e a expectativa do mercado é que essa taxa seja mantida, com possíveis cortes apenas a partir de março.

Analistas apontam que a política de juros altos tem a intenção de conter a demanda e reduzir as pressões inflacionárias, tornando o crédito mais caro e desestimulando o consumo. Entretanto, essa postura restritiva da política monetária também provoca uma desaceleração na atividade econômica, efeito já identificado nos dados do Produto Interno Bruto (PIB). O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA, sendo que a principal diferença entre eles está no período de coleta. Para janeiro, o IPCA-15 considerou preços coletados entre 13 de dezembro e 14 de janeiro, enquanto o IPCA tradicional reúne dados referentes a todo o mês. O resultado oficial de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro.

Segundo o boletim Focus, divulgado na segunda-feira, 26, pelo Banco Central, a mediana das projeções do mercado aponta uma inflação de 4% para 2026, abaixo dos 4,26% registrados em 2025, indicando uma expectativa de desaceleração da inflação ao longo do próximo ano. Além disso, entrou em vigor nesta terça-feira um corte de 5,2% no preço da gasolina vendido pela Petrobras às distribuidoras. Caso essa redução seja repassada ao consumidor final, poderá ajudar a aliviar a inflação, já que o combustível tem o maior peso individual na composição do IPCA. Assim, a desaceleração do IPCA-15 em janeiro reflete um cenário de moderação da inflação, com impactos importantes para as decisões econômicas no país.

publicidade
Copyright © 2025. Direitos Reservados.