
Desde setembro de 2023, brasileiros podem viajar ao Japão sem necessidade de visto para estadias de até 90 dias, graças a um acordo que flexibiliza as regras de entrada entre os dois países. Essa medida representa uma mudança importante, após quase vinte anos de exigência do documento para viagens curtas. O visto eletrônico (eVisto) foi implementado em março de 2023, servindo como etapa inicial para a isenção completa que vigora atualmente para fins turísticos e de negócios.
O acordo tem validade até 29 de setembro de 2026, mas sua renovação ainda não foi confirmada oficialmente. Caso não seja prorrogado, os brasileiros podem voltar a enfrentar restrições e custos para visitar o Japão. A ausência do visto, junto à desvalorização do iene e o maior interesse global pelo país, tem aumentado o fluxo turístico, tornando o Japão um destino mais acessível para brasileiros, que também se beneficiam de preços relativamente baixos em alimentação e hospedagem em algumas regiões.
Todavia, o crescimento do número de visitantes acende alertas em autoridades japonesas, especialmente para o controle migratório. Há relatos do setor turístico sobre brasileiros em situação irregular, embora dados oficiais não confirmem essas informações. Em resposta, o Japão estuda medidas para intensificar a fiscalização, como aumento de taxas, implementação de novos sistemas para controlar a entrada e endurecimento das normas migratórias.
Em locais como Kyoto, ações já foram adotadas para enfrentar os impactos do turismo excessivo, incluindo elevação de impostos e restrições em áreas históricas. Até o momento, não há previsão de mudanças imediatas, e os brasileiros continuam autorizados a entrar no Japão sem visto para estadias curtas, desde que não exerçam atividades remuneradas.
O acordo entre Brasil e Japão continua impulsionando o turismo bilateral, mesmo diante das discussões sobre seu futuro. A isenção de visto favorece o intercâmbio cultural e econômico, mas também gera desafios que precisam ser monitorados para garantir a segurança e o equilíbrio dos fluxos migratórios.