
O mercado de locação de imóveis comerciais apresentou forte valorização em 2024, superando os principais índices de inflação do país, conforme aponta o Índice FipeZAP de Locação Comercial. O preço médio do aluguel comercial teve alta acumulada de 7,88% no último ano, marcando o maior aumento desde 2013.
Este avanço ficou acima da inflação oficial do IPCA, que fechou 2024 em 4,83%, e também superou o IGP-M, indicador tradicionalmente utilizado para reajustes em contratos, que teve alta acumulada de 6,54% no mesmo período.
O levantamento destaca que esse aquecimento do mercado de locação está relacionado à retomada das atividades presenciais e ao crescimento da economia. Como resultado, o valor médio do aluguel comercial alcançou R$ 45,53 por metro quadrado, o que equivale a um custo mensal estimado de R$ 9,1 mil para uma sala de 200 metros quadrados.
Destaques regionais
No entanto, a valorização não foi uniforme em todo o país. Cidades como Curitiba e Niterói lideraram as maiores altas, registrando aumentos superiores a 15% no acumulado do ano. Ainda assim, São Paulo permanece como o mercado mais valorizado e estratégico do Brasil, com a média de locação em R$ 56,06 por metro quadrado.
Retorno para investidores
Além da valorização dos preços, o segmento comercial também se mostrou atrativo para investidores, com um retorno médio anual com aluguel, conhecido como rental yield, estimado em 6,87%. Esse percentual supera o rendimento médio do segmento residencial, que ficou em 5,93% ao ano, apontando para um maior potencial de geração de renda passiva no mercado de imóveis comerciais.
Perspectivas futuras
Especialistas afirmam que o atual ciclo de alta representa uma recuperação do mercado após anos consecutivos de queda. Por exemplo, entre 2015 e 2016, os preços do aluguel comercial chegaram a recuar mais de 9%. O cenário hoje também é influenciado pela oferta reduzida de imóveis novos e bem localizados nas grandes cidades, o que sustenta a valorização e a ocupação dos imóveis em regiões estratégicas.
Contudo, profissionais do setor alertam que tanto empresas quanto investidores precisam observar os níveis de vacância nas principais cidades para evitar desequilíbrios. O aumento dos preços pode levar a busca por espaços mais eficientes ou com melhor custo-benefício, impactando a dinâmica do mercado de locação.