
O Banco do Brasil (BB) apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 5,742 bilhões no quarto trimestre de 2025, registrando um aumento de 51,7% em relação ao terceiro trimestre, porém uma queda de 40,1% comparado ao mesmo período de 2024. No ano, o lucro alcançou R$ 20,685 bilhões, representando uma redução de 45,4%. Este resultado trimestral ficou acima da expectativa dos analistas, fixada em R$ 4,041 bilhões. O lucro contábil do banco foi de R$ 4,972 bilhões, um crescimento de 64,2% no trimestre e uma queda de 43,3% em doze meses.
A margem financeira bruta totalizou R$ 27,801 bilhões no quarto trimestre, com um aumento de 5,4% em relação ao trimestre anterior e de 3,8% em doze meses. O custo de crédito subiu 0,2% comparado ao terceiro trimestre e 93,9% na comparação anual, chegando a R$ 17,959 bilhões.
As receitas provenientes da prestação de serviços somaram R$ 8,835 bilhões, com uma ligeira queda de 0,3% no trimestre e 3,9% no ano. As despesas administrativas atingiram R$ 9,888 bilhões, apresentando alta de 0,8% no trimestre e 4,1% em doze meses.
O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ficou em 12,4% em dezembro, contra 8,4% em setembro e 20,8% em dezembro de 2024. O banco anunciou a aprovação da distribuição de R$ 1,234 bilhão em Juros sobre Capital Próprio (JCP) referente ao quarto trimestre de 2025, com pagamento previsto para 5 de março. O valor bruto corresponde a R$ 0,21630429188 por ação, atualizado pela taxa Selic até a data do pagamento, que será creditado nas contas correntes, poupança-ouro ou realizado nos caixas das agências, incluindo retenção de imposto de renda na fonte.
A carteira de crédito do BB alcançou R$ 1,297 trilhão em dezembro, crescimento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e de 2,5% em doze meses. Destaque para o segmento de pessoas físicas, que cresceu 1,8% no trimestre e 7,6% no ano, totalizando R$ 356,965 bilhões. A carteira de pessoas jurídicas somou R$ 455,150 bilhões, alta de 0,5% no trimestre e 0,6% em um ano, enquanto o agronegócio atingiu R$ 406,133 bilhões, com crescimento de 1,8% trimestral e 2,1% anual.
No que se refere à inadimplência, o BB registrou um índice acima de 90 dias de 5,17% em dezembro de 2025, superior aos 4,51% de setembro e 3,16% do mesmo mês do ano anterior. Para pessoas físicas, o índice ficou em 6,56%, também acima dos 6,01% e 4,66% registrados em setembro e dezembro de 2024, respectivamente. Em pessoas jurídicas, a inadimplência ficou em 3,75%, enquanto no agronegócio alcançou 6,09%, ambos com aumento em relação aos períodos anteriores.
Quanto às projeções para 2026, o Banco do Brasil espera reportar um lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O banco prevê crescimento da margem financeira bruta entre 4% e 8% e expansão da carteira de crédito entre 0,5% e 4,5%, com destaque para aumento no crédito a pessoas físicas, entre 6% e 10%. As receitas de serviços devem crescer entre 2% e 6%, enquanto as despesas administrativas podem subir entre 5% e 9%. O custo de crédito está estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.