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Marcapasso cerebral adaptativo revoluciona tratamento da doença de Parkinson
2 de março de 2026 / 18:12
Foto: Divulgação

Um avanço significativo no tratamento da doença de Parkinson está surgindo com o desenvolvimento da estimulação cerebral profunda adaptativa (aDBS), uma tecnologia inovadora que atua como um marcapasso cerebral capaz de ajustar os impulsos elétricos conforme a atividade do cérebro em tempo real. Essa técnica só ativa a estimulação quando identifica padrões neurais relacionados aos sintomas da doença, proporcionando um controle mais eficiente e personalizado.

A aprovação do dispositivo pela FDA em fevereiro de 2025 marcou um importante passo para sua aplicação clínica, trazendo grande expectativa para pacientes e especialistas. O Parkinson, que afeta cerca de 1,1 milhão de pessoas nos Estados Unidos e mais de 10 milhões em todo o mundo, apresenta sintomas como tremores, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e dificuldades de equilíbrio, que são progressivamente debilitantes.

Keith Krehbiel, diagnosticado nos anos 1990, foi um dos primeiros a receber o marcapasso cerebral adaptativo durante um ensaio clínico internacional. Após anos enfrentando tremores, quedas frequentes e os efeitos colaterais dos medicamentos, ele notou uma redução significativa nos tremores e diminuição no uso de remédios, descrevendo a experiência como um alívio, sentindo seu cérebro mais claro após muito tempo sob tratamento tradicional.

A tecnologia foi desenvolvida pela equipe liderada por Helen Bronte-Stewart, professora da Stanford Medicine, que há décadas pesquisa os circuitos cerebrais relacionados ao movimento. Ela destaca que a estimulação tradicional enviava pulsos contínuos 24 horas por dia, enquanto o novo sistema adapta a intensidade dos impulsos conforme a necessidade do paciente em cada momento. Essa modulação dinâmica tem proporcionado melhoras equivalentes a uma reversão de cerca de cinco anos na progressão dos sintomas, segundo relatos dos pacientes.

Desenvolvido em parceria com a empresa Medtronic, o marcapasso cerebral adaptativo está sendo considerado uma das inovações médicas mais importantes do ano. Embora não cure a doença, a tecnologia oferece uma terapia de longo prazo que melhora a estabilidade e qualidade de vida dos acometidos.

Ainda em fase inicial de adoção, essa inovação sinaliza uma nova era de tratamentos personalizados, que se baseiam na leitura direta da atividade cerebral para ajustar intervenções em tempo real. Médicos e pacientes veem nesse recurso apenas o início de transformações mais amplas no combate a doenças neurológicas degenerativas.

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