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Marinha do Brasil resgata navio africano à deriva por quase dois meses
30 de março de 2026 / 20:46
Foto: Divulgação

Um navio africano que esteve à deriva em alto-mar por quase dois meses foi resgatado pela Marinha do Brasil nesta sexta-feira (27), após uma operação que terminou com a atracação da embarcação no Porto de Fortaleza, no Ceará. O navio-tanque NW AIDARA, registrado em Togo e com 11 tripulantes a bordo, enfrentava problemas desde 5 de fevereiro devido a uma falha no sistema hidráulico.

A primeira notificação recebida pela Marinha brasileira ocorreu em 25 de fevereiro, porém o navio encontrava-se fora da jurisdição nacional, sob responsabilidade das autoridades de Dakar, estando em uma rota entre o Nordeste do Brasil e a África Ocidental. O problema teve origem no rompimento de uma mangueira hidráulica, o que causou vazamento do óleo e danificou a engrenagem que acionava o leme, comprometendo a capacidade de controlar o rumo da embarcação, que ficou à deriva até entrar na área marítima sob jurisdição brasileira.

O Serviço de Busca e Salvamento do Brasil entrou em ação quando o NW AIDARA alcançou a área sob coordenação do Salvamar Nordeste, a cerca de 675 milhas náuticas da costa brasileira, visando priorizar a segurança da tripulação e evitar riscos à navegação e ao meio ambiente. A Marinha acompanhou a movimentação do navio, estabeleceu comunicação e forneceu mantimentos e água à tripulação, que enfrentava escassez de alimentos e dificuldades de comunicação, já que o navio estava sem comunicação por satélite e rádio de alta frequência, dependendo apenas de rádio VHF para contato limitado com navios próximos.

No dia 1º de março, o Navio Mercante YK NEWPORT se aproximou para tentar auxiliar, inclusive por telemedicina, e a tripulação local tentou fabricar uma nova peça para o leme. Contudo, sem conseguir reparar o problema até a data estipulada, a equipe não entrou em contato para solicitar auxílio, e o navio continuou à deriva, pressionando a Marinha a intensificar a operação devido aos riscos de encalhe, acidente e impacto ambiental.

No dia 9 de março, o Navio-Patrulha Oceânico Araguari partiu para realizar a interceptação, comunicação e apoio logístico, com o navio Corveta Caboclo se unindo à operação a partir de Salvador para dar suporte. Posteriormente, o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo resgatou o NW AIDARA e o conduziu até o porto de Fortaleza. Segundo o Comandante do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Jorge José de Moraes Rulff, a missão teve sucesso não apenas pela recuperação da embarcação e a prevenção de riscos à navegação e ao ambiente, mas principalmente por preservar a integridade física e psicológica das 11 vidas a bordo, que em breve poderão retornar aos seus lares.

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