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Matrículas na educação de jovens e adultos em capital no Nordeste apresentam queda de 37% em uma década
29 de setembro de 2025 / 09:20
Foto: Divulgação

O número de matrículas no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) na Paraíba apresentou uma queda significativa de 37% nos últimos dez anos, segundo dados do Anuário Brasileiro da Educação de 2024. Em comparação com a pesquisa anterior de 2014, o total de matrículas caiu de 153.193 para 96.470, evidenciando uma diminuição preocupante no acesso a essa modalidade de ensino.

Impacto Nacional e Regional

Em âmbito nacional, o Anuário revelou uma redução de 34,5% nas matrículas do EJA em todo o Brasil, totalizando 1,3 milhão de registros entre 2014 e 2024. No Nordeste, a situação é ainda mais alarmante, com uma diminuição de 265 mil matrículas na região.

O EJA é uma alternativa educacional voltada para indivíduos com mais de 15 anos que não conseguiram concluir o Ensino Fundamental ou Médio na idade apropriada. Seu principal objetivo é proporcionar uma nova chance para que essas pessoas possam retomar os estudos, obter certificação e, assim, melhorar suas perspectivas no mercado de trabalho.

Além da queda nas matrículas, o levantamento destacou que a escolaridade média da população entre 18 e 29 anos aumentou para 11,9 anos, com um avanço de um ano em relação ao período anterior. Contudo, o estudo também revelou que, em 2024, 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos eram considerados analfabetos funcionais, enfrentando dificuldades para compreender e utilizar informações básicas de leitura e escrita.

O relatório enfatiza que essa situação de analfabetismo e baixa escolaridade compromete a capacidade das pessoas de acessar e utilizar ferramentas digitais, o que limita sua participação plena na sociedade. Diante desse cenário, o documento ressalta a urgência de implementar políticas públicas que fortaleçam o EJA, reconhecendo-o como um elemento crucial para a mudança social.

O Anuário Brasileiro da Educação Básica, elaborado pela entidade Todos Pela Educação, compila indicadores, análises e desafios relevantes para profissionais e formuladores de políticas educacionais, utilizando dados de fontes como o IBGE e o Inep.

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