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Mercado imobiliário bate recorde em 2025 mesmo com juros elevados
24 de fevereiro de 2026 / 16:12
Foto: Divulgação

O mercado imobiliário brasileiro fechou o ano de 2025 com resultados históricos em lançamentos e vendas de imóveis residenciais verticais, apesar do contexto de crédito mais caro. Segundo os Indicadores Imobiliários Nacionais do 4º trimestre, divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foram lançadas 453.005 unidades residenciais ao longo do ano, representando um crescimento de 10,6% em relação a 2024. O Valor Geral Lançado (VGL) atingiu R$ 292,3 bilhões. As vendas também registraram um aumento, somando 426.260 unidades, o que equivale a um avanço de 5,4% na comparação anual, configurando um novo recorde para o setor. No 4º trimestre, o volume de unidades comercializadas alcançou 109 mil, o maior já registrado para um trimestre, com movimentação financeira de R$ 67 bilhões. O Valor Geral de Vendas (VGV) acumulado no ano foi de R$ 264,2 bilhões, 3,5% superior ao registrado em 2024. Essa performance reflete a capacidade das incorporadoras em manter o ritmo de lançamentos enquanto acompanham uma demanda sólida, mesmo com a taxa básica de juros elevada durante a maior parte do ano.

Regiões como o Sudeste lideraram as vendas, concentrando 220.087 unidades vendidas nos últimos doze meses, seguida pelas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. No 4º trimestre de 2025, a oferta final de imóveis residenciais verticais chegou a 347.013 unidades, apresentando alta de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo o maior patamar desde final de 2023. Apesar do aumento no estoque, o tempo médio de escoamento da oferta permaneceu saudável, em 9,8 meses. Este indicador demonstra que o mercado está equilibrado, considerando-se o ritmo atual de vendas, em contraste com períodos anteriores de crise, quando esse tempo chegou a quase 30 meses.

O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) desempenhou papel fundamental na sustentação do mercado em 2025. Os lançamentos no âmbito do programa cresceram 13,9%, enquanto as vendas avançaram 15,1% em relação a 2024. No total, foram lançadas 228.842 unidades e comercializadas 196.876 unidades do MCMV durante o ano, com um recorde de 69.168 lançamentos somente no 4º trimestre. A importância do programa é ainda maior nas regiões Norte e Nordeste, onde representa 69% e 50% da produção habitacional, respectivamente. O tempo de escoamento das unidades do programa é de 7,9 meses, inferior à média geral do mercado, com preço médio de R$ 202,5 mil.

Outro destaque é a valorização dos imóveis residenciais, com o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrando alta de 18,6% nos últimos doze meses, muito superior ao IPCA (4,26%) e ao INCC (5,9%) no mesmo período. Essa valorização acima da inflação indica que desde 2024 os preços dos imóveis têm realizado ganhos reais, reforçando a atratividade do investimento no setor.

Para 2026, a expectativa da CBIC é de que o mercado imobiliário continue apresentando bom desempenho, podendo até evoluir caso ocorra nova queda da taxa Selic e melhora nas condições de crédito. A meta do governo de contratar 3 milhões de unidades pelo Minha Casa Minha Vida até o fim do ano, juntamente com o orçamento garantido do FGTS e a expansão de recursos via SBPE e mercado de capitais, deverão sustentar a demanda. Assim, o mercado imobiliário encerra 2025 com recordes e perspectiva positiva para o próximo ano, demonstrando resiliência mesmo em cenário de juros elevados.

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