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Mercado imobiliário de Fortaleza atinge faturamento recorde em 2025
30 de janeiro de 2026 / 20:09
Foto: Divulgação

O mercado imobiliário de Fortaleza e sua Região Metropolitana registraram em 2025 um faturamento recorde de R$ 8,8 bilhões, ultrapassando o desempenho do ano anterior. Esse resultado foi divulgado numa pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) em colaboração com a Brain Inteligência Estratégica.

A capital cearense foi responsável por R$ 6,1 bilhões do Valor Geral de Vendas (VGV) no segmento residencial, representando um crescimento de 18% em comparação a 2024. Já a Região Metropolitana movimentou R$ 1,6 bilhão, com um crescimento ainda mais expressivo, de 25%.

Os loteamentos se destacaram significativamente, apresentando um aumento de 116% nas unidades vendidas e gerando um VGV de R$ 1,09 bilhão, valor que é 200% superior ao registrado no ano anterior. Segundo a Brain, os segmentos que mais impulsionaram esse avanço foram os imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida e os empreendimentos de alto padrão. Gisele Cristina Pereira, especialista em inteligência de mercado da Brain, comenta que Fortaleza apresenta oportunidades diversificadas para diferentes perfis e que o crescimento demonstra a geração de recursos no setor.

Para Patriolino Ribeiro, presidente do Sinduscon-CE, o setor está vivendo um de seus melhores momentos recentes. Ele destaca que os lançamentos estão equilibrados com a absorção pelo mercado, indicando saúde no segmento imobiliário.

Lançamentos crescem em Fortaleza e caem na Região Metropolitana

O levantamento ainda identifica um aumento de 14% nos lançamentos de unidades residenciais verticais na capital, onde os imóveis de padrão econômico tiveram alta de 3%, e os demais padrões subiram 28%. Por outro lado, a Região Metropolitana apresentou queda de 24% nos lançamentos, com imóveis econômicos recuando 33% e os demais padrões caindo 76%.

Gisele Pereira atribui a retração na Região Metropolitana ao cenário econômico de 2025, especialmente à manutenção da taxa Selic em patamar elevado. Esse contexto elevou o custo dos financiamentos para as construtoras e levou os bancos a priorizarem a venda de unidades prontas, diminuindo o incentivo para a construção de novos empreendimentos.

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