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Mercado imobiliário em 2025: resiliência e desafios para 2026
27 de dezembro de 2025 / 10:10
Foto: Divulgação

Com o fim do ano, é momento de fazer um balanço e analisar as perspectivas para o futuro. Em termos institucionais, o Sistema Cofeci-Creci, que reúne os Conselhos Federal e Regionais de Corretores de Imóveis, cumpriu seu papel com excelência. A organização demonstrou seu grande potencial de mobilização, tanto nacional quanto internacionalmente. Internamente, realizou-se com sucesso a V CONVENSI, a Convenção do Sistema, além de várias reuniões presenciais e virtuais para aprimoramento e atualização do corpo administrativo.

Externamente, o Sistema promoveu uma nova edição do programa virtual Saber Imobiliário, que contou com a presença de mais de 12 mil pessoas durante as transmissões e ultrapassou 70 mil visualizações posteriormente. Além disso, em 2025, foi realizada a segunda edição do CIMI360, que sucedeu o Congresso Internacional do Mercado Imobiliário (CIMI) e foi realizado em São Paulo com a participação de cerca de 8,2 mil congressistas nacionais e internacionais.

A atuação do Sistema Cofeci-Creci junto ao Congresso Nacional foi notável, com a redução do IVA para operações imobiliárias como destaque — 70% para locações e 50% para comercialização. Apoiado pela Frente Parlamentar liderada pelo Deputado Weliton Prado (MG), o Sistema conquistou importantes avanços em temas como despejo extrajudicial, avaliação de imóveis públicos, aluguéis comerciais, aluguel consignado e fração mínima em imóveis rurais, consolidando 2025 como um ano de grandes vitórias.

Referente ao mercado imobiliário, mesmo sem dados finais, 2025 deve superar amplamente 2024. De acordo com a CBIC, apenas no primeiro semestre houve crescimento de 9,6% nas vendas em comparação ao ano anterior. O Valor Geral de Vendas (VGV) cresceu 19,4%, alcançando R$ 123 bilhões. Se esses resultados se mantiverem no segundo semestre, o VGV deverá atingir R$ 246 bilhões em imóveis novos. Contudo, esse segmento representa apenas cerca de 15% do valor geral de vendas.

Considerando um deságio de 30%, o VGV dos imóveis usados pode chegar a R$ 975 bilhões. Esses resultados foram alcançados apesar de fatores negativos, como a taxa Selic em 15% ao ano, que eleva os juros e desestimula os compradores, além da pressão arrecadatória presente na reforma tributária. O segmento de imóveis populares do programa Minha Casa Minha Vida continua em alta, representando cerca de 50% das vendas totais.

Assim, o mercado imobiliário fecha 2025 com resiliência e adaptação às inovações tecnológicas, refletindo uma trajetória positiva nos últimos seis anos. Para 2026, as incertezas estão relacionadas à Reforma Tributária, que inicia sua fase de transição em 1º de janeiro. O novo cenário exigirá cautela devido aos desafios regulatórios e fiscais que surgirão, mas também pode promover maior transparência e eficiência. A chave para o crescimento sustentável será equilibrar inovação, política habitacional e custos.

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