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Mercado imobiliário impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida registra crescimento nos lançamentos
20 de janeiro de 2026 / 16:25
Foto: Divulgação

O mercado imobiliário brasileiro iniciou o ano de 2025 com um ritmo acelerado de crescimento, especialmente no segmento de habitação popular, que desempenha papel central nesse cenário. Até outubro, o setor alcançou um recorde histórico em lançamentos, tanto no número de unidades quanto em valores financeiros, impulsionado principalmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), com dados da Fipe, foram lançadas 161.709 unidades, representando um aumento de 34,6% em comparação ao ano anterior. Em termos financeiros, os projetos totalizaram R$ 59,4 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Deste total, 138.985 unidades, ou 85,9%, pertencem ao Minha Casa, Minha Vida, que corresponde a R$ 34,8 bilhões em lançamentos. Essa participação reforça a importância dos subsídios públicos e do crédito direcionado para o dinamismo atual do setor imobiliário.

O mercado de imóveis de médio e alto padrão apresentou desempenho mais modesto. Foram 22.724 unidades lançadas, com crescimento de 14,3% em relação a 2024, e valores de lançamentos que somaram R$ 24,5 bilhões, um avanço de 42,5% devido a preços mais altos e projetos de maior valor médio.

Apesar do forte crescimento da oferta, as vendas caminharam de forma mais cautelosa. No acumulado do ano até outubro, foram comercializadas 159.357 unidades, representando um aumento de apenas 2,3%. O faturamento chegou a R$ 53,3 bilhões, com alta de 4,3%. O programa Minha Casa, Minha Vida foi fundamental para o equilíbrio entre oferta e demanda, registrando crescimento de 8,6% nas unidades vendidas e um aumento de 9,7% em valor, alcançando R$ 29,5 bilhões em vendas.

Por outro lado, os segmentos de médio e alto padrão enfrentaram um cenário de ajuste, com queda de 17,9% na quantidade de unidades vendidas, totalizando 28.756, e uma leve redução de 1,1% no valor comercializado, que ficou em R$ 21,7 bilhões. De acordo com a Abrainc, o alto custo do crédito imobiliário e juros elevados têm impactado negativamente a demanda fora do segmento subsidiado.

A associação entende que esse movimento é parte da transição natural do ciclo imobiliário, no qual as incorporadoras, depois do intenso período de lançamentos, buscam reduzir estoques e aguardam sinais de queda nos juros para retomar investimentos em empreendimentos de médio e alto padrão.

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