
O bairro Angelim, na Zona Sul de Teresina, será contemplado com 145 novas unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), destinadas a famílias de baixa renda da Faixa 1, que abrange quem possui renda mensal de até R$ 2.850. As moradias serão distribuídas em três condomínios residenciais, financiados com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), mecanismo federal voltado para atender populações em situação de maior vulnerabilidade.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Caixa Econômica Federal e uma construtora local, e foi anunciada oficialmente no dia 11 de maio, durante o Fórum Norte-Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC), realizado na capital piauiense. Na ocasião, representantes do setor também apresentaram novas diretrizes para financiamento habitacional e atualizações nas regras do FGTS aplicadas ao programa.
Segundo o diretor do FNNIC, André Baía, os imóveis previstos para o Angelim se enquadram como moradias de interesse social, projetadas para atender às necessidades específicas de famílias de baixa renda. Ele destacou que a empresa responsável pela obra possui tradição no mercado, o que deve garantir qualidade e cumprimento dos padrões exigidos.
O superintendente da Caixa no Piauí, Elizomar Guimarães, ressaltou ainda a relevância de Teresina no cenário nacional do MCMV. De acordo com ele, a capital piauiense registrou o maior número de propostas de empreendimentos para 2026 em todo o Brasil, totalizando 14 mil unidades inscritas. No entanto, o orçamento federal disponível para o estado atualmente cobre apenas 2.855 unidades, o que torna fundamental a etapa de análise e aprovação dos projetos pelo Ministério das Cidades.
Com o objetivo de ampliar a oferta habitacional, a Caixa deve encaminhar mais 13 projetos ao governo federal ainda este ano, buscando habilitação e recursos adicionais. Paralelamente, a Prefeitura de Teresina já prepara a abertura das inscrições para famílias interessadas em participar do programa, reforçando o compromisso municipal com a inclusão social e a garantia de moradia digna.
A construção das 145 novas unidades no Angelim integra um conjunto de ações que consolidam o Minha Casa, Minha Vida como um dos principais instrumentos de desenvolvimento urbano, redução do déficit habitacional e promoção de justiça social na capital piauiense.