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Ministros nordestinos que vão deixar o governo para disputar eleições em 2024
31 de março de 2026 / 10:26
Foto: Divulgação

O cenário político brasileiro se intensifica com a aproximação do prazo de desincompatibilização eleitoral, que está marcado para 4 de abril. Nesse contexto, os ministros que desejam concorrer nas eleições de outubro precisam deixar seus cargos públicos até essa data. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma transformação ministerial significativa está prevista, envolvendo principalmente ministros com atuação no Nordeste. Estima-se que ao menos 16 ministros devem deixar suas pastas para disputar cargos legislativos ou executivos, e o Nordeste se destaca nesse movimento com diversos ministros da região que pretendem buscar mandatos eletivos.

Dentre os ministros nordestinos que se preparam para deixar o governo para disputar as eleições, Camilo Santana, atual ministro da Educação, chama atenção pela atuação política em seu estado, o Ceará, com atuação voltada para a articulação política. Outros nomes importantes incluem Renan Filho, ministro dos Transportes, que buscará o governo de Alagoas, onde já foi governador. Para a Câmara dos Deputados, três ministros nordestinos devem concorrer: André Fufuca (Maranhão), Jader Filho (Pará) e Sílvio Costa Filho (Pernambuco). Além disso, Rui Costa, chefe da Casa Civil e ex-governador da Bahia, vai disputar uma vaga no Senado pelo estado baiano.

Fora do Nordeste, outras figuras relevantes também deixarão seus cargos para entrar na disputa eleitoral, como Fernando Haddad, ministro da Fazenda, que buscará o governo de São Paulo, e Simone Tebet, do Planejamento, que será candidata ao Senado pelo mesmo estado. A reforma ministerial abrange ainda Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais, Paraná), Marina Silva (Meio Ambiente, São Paulo), Carlos Fávaro (Agricultura, Mato Grosso), Waldez Góes (Integração Regional, Amapá), Alexandre Silveira (Minas e Energia, Minas Gerais), Sônia Guajajara (Povos Indígenas, São Paulo), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário, São Paulo) e Anielle Franco (Igualdade Racial, Rio de Janeiro).

O ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, também deve deixar a pasta para apoiar a campanha de reeleição do presidente Lula. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ainda avalia seu futuro político, podendo disputar uma vaga no Senado ou permanecer na chapa eleitoral.

Para garantir a continuidade do governo, espera-se que os secretários-executivos assumam interinamente as pastas dos ministros que saírem até que novos titulares sejam nomeados. As mudanças deverão ocorrer de forma coordenada para reorganizar a base política e assegurar a gestão. Essa série de alterações acontece em função do cumprimento da legislação eleitoral que determina a desincompatibilização até 4 de abril para quem planeja candidatar-se nas eleições de outubro.

Portanto, com essa intensa movimentação ministerial, o governo Lula passa por uma das maiores reformas desde o início do mandato, e o Nordeste permanece no centro das articulações políticas do país, com vários ministros nordestinos que vão deixar o governo para disputar as eleições em 2024.

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