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Miopia alta aumenta risco e exige acompanhamento da retina contínuo
24 de janeiro de 2026 / 12:45
Foto: Divulgação

A miopia alta, caracterizada por graus superiores a 6 dioptrias e aumento do comprimento axial do globo ocular, é classificada como miopia degenerativa ou patológica. Essa condição eleva significativamente o risco de complicações graves, como o descolamento de retina. Nesse quadro, o olho alonga-se além do normal, causando estiramento e fragilidade nas estruturas da retina, o que favorece rupturas e degenerações periféricas que podem resultar em perda visual permanente caso não sejam detectadas e tratadas a tempo.

Nos últimos anos, a prevalência da miopia alta tem crescido mundialmente, influenciada pelo aumento do tempo de exposição a telas, menor contato com a luz natural e diagnóstico precoce da miopia comum. Com o alongamento do olho, a retina torna-se vulnerável, facilitando o surgimento de pequenos rasgos que podem permitir a passagem do vítreo e desencadear o descolamento de retina. Embora esse processo possa ocorrer de forma silenciosa, alguns sintomas como o surgimento súbito de “moscas volantes”, flashes de luz ou sensação de sombra no campo visual representam sinais de alerta que exigem avaliação oftalmológica imediata.

Além do risco de descolamento, o estiramento do globo ocular ocasiona alterações anatômicas que aumentam a incidência de outras doenças oculares. Degenerações periféricas da retina são comuns e podem evoluir para rupturas. Ainda, podem surgir membrana epirretiniana e buraco macular, comprometendo a visão central e provocando distorções visuais. Indivíduos com miopia alta também apresentam maior risco de glaucoma, uma doença que danifica o nervo óptico sem sintomas iniciais evidentes, além de catarata precoce, relacionada a alterações metabólicas e estruturais no olho.

A prevenção e o controle da miopia alta passam pelo acompanhamento periódico com oftalmologista especializado em retina, que pode indicar exames como o mapeamento da retina para identificar áreas frágeis antes do desenvolvimento de complicações. Tratamentos preventivos, como aplicação de laser, podem ser realizados para reforçar essas regiões vulneráveis. Para crianças e adolescentes com miopia progressiva, recomenda-se redução do tempo em frente às telas, aumento da exposição à luz natural, além do uso de colírios ou lentes especiais quando prescritos, a fim de retardar a progressão da doença e minimizar o risco futuro. Na vida adulta, manter hábitos saudáveis, controlar doenças sistêmicas como diabetes e hipertensão, além de evitar traumas oculares, são medidas importantes.

Especialistas afirmam que a miopia alta não implica necessariamente perda de visão irreversível, desde que haja informação, controle constante e tratamento adequado. Identificar sintomas precocemente, realizar acompanhamento regular e adotar medidas preventivas continuam sendo as melhores estratégias para proteger a retina e preservar a saúde ocular ao longo da vida.

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