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Moradores defendem radiotelescópio no Sertão da Paraíba contra acusações dos EUA
22 de março de 2026 / 15:13
Foto: Divulgação

Moradores de Aguiar, no Sertão da Paraíba, contestam um relatório do Congresso dos Estados Unidos que afirma que o Radiotelescópio BINGO, instalado na cidade para estudar energia e matéria escura no universo, seria uma base militar da China. Para a população local, o projeto é visto como um importante reconhecimento da cidade e da região.

O físico Élcio Abdalla, coordenador do projeto que conta com a parceria de pesquisadores chineses, reafirmou que o local é puramente científico e não tem qualquer finalidade militar. O projeto reúne instituições brasileiras e chinesas, como o CESTNCRI, UFCG, UFPB e o Governo da Paraíba.

Para Maisa Matias, estudante e moradora, o empreendimento trouxe muitas oportunidades, geração de emprego, melhorias na infraestrutura e crescimento do turismo, além de elevar o reconhecimento da cidade e do Sertão. Já Edilene Lira, engenheira responsável pelas obras do BINGO e natural da região, destaca o benefício pessoal e profissional que obteve ao atuar no projeto, além de reforçar a grandiosidade da iniciativa.

O Radiotelescópio BINGO faz parte do projeto internacional de pesquisa em radioastronomia que busca detectar oscilações acústicas bariônicas por meio da observação de sinais em radiofrequência, contribuindo para os estudos sobre matéria e energia escura no universo.

Abdalla esclareceu que o projeto não tem natureza militar e que as decisões são tomadas pelos brasileiros envolvidos. Sobre a participação chinesa, explicou que três pesquisadores compõem a liderança científica de forma conjunta, e o governo da China atua apenas como apoio tecnológico.

O equipamento do Radiotelescópio BINGO inclui peças fabricadas na China, como os espelhos primário e secundário e as torres das cornetas, que foram enviadas em contêineres certificados para montagem no Brasil. O engenheiro chinês Wu Yang afirmou que a estrutura foi pensada para montagem no território brasileiro, com um processo simplificado.

O relatório americano, intitulado “Pulling Latin America Into China’s Orbit”, menciona a instalação no Brasil como suspeita de uso duplo para inteligência militar, junto a outras na América Latina. No entanto, o projeto BINGO é defendido localmente por sua importância científica e para o desenvolvimento regional.

O Governo da Paraíba prevê um investimento direto de R$ 20 milhões no projeto, que deverá entrar em funcionamento em 2022, reforçando a relevância da pesquisa científica no Sertão paraibano e seu impacto na comunidade.

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