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MPPB investiga paralisação de hemodiálise no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande
7 de maio de 2026 / 16:53
Foto: Reprodução

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou, nesta quinta-feira (7), um procedimento de urgência para apurar a interrupção dos serviços de hemodiálise para pacientes do SUS no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande. A medida ocorre após denúncias graves feitas por pacientes e familiares na quarta-feira (6), relatando a suspensão abrupta de um tratamento que é vital para a sobrevivência de dezenas de pessoas.

A promotora de Justiça Adriana Amorim determinou que a direção do hospital restabeleça o atendimento em até 24 horas. Paralelamente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Campina Grande foi notificada para esclarecer os repasses financeiros. Em nota, a Secretaria afirmou que está rigorosamente em dia com os pagamentos, tendo repassado cerca de R$ 1,8 milhão ao hospital somente em 2026, e reforçou que a compra de insumos é de responsabilidade exclusiva da unidade hospitalar, conforme contrato.

Entenda a hemodiálise e os riscos da interrupção

A hemodiálise é um procedimento que substitui a função dos rins, filtrando o sangue e removendo toxinas e excesso de líquidos do corpo. Para pacientes com insuficiência renal crônica, a interrupção das sessões — que geralmente ocorrem três vezes por semana — pode levar a complicações graves e fatais em poucos dias.

Relatos dramáticos como o de Dona Juraci, cujo filho não realiza o tratamento desde sábado (2), exemplificam o perigo: o paciente já apresenta sintomas de falta de ar e insônia decorrentes do acúmulo de líquidos e toxinas no organismo. “Sem a máquina, a vida deles está em risco”, desabafou Lourdes Gomes, outra paciente afetada pela crise.

O conflito: Insumos x Repasses Financeiros

A direção do Hospital Antônio Targino atribui a paralisação à falta de insumos que, segundo a unidade, deveriam ser fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde. No entanto, a gestão municipal rebate a afirmação, destacando que o convênio firmado prevê que o hospital assegure o suprimento adequado para a realização dos serviços.

Em suma, o impasse entre a instituição privada e o poder público coloca em xeque a segurança de pacientes vulneráveis. O MPPB aguarda a justificativa formal e o plano de ação da unidade para garantir que nenhum cidadão fique desassistido. Para informações sobre a rede de atendimento em Campina Grande, a população pode procurar a Secretaria de Saúde do Município. Da mesma forma, denúncias sobre interrupção de serviços essenciais podem ser feitas diretamente ao Ministério Público da Paraíba.

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