
Natal apresentou a maior elevação no preço da cesta básica entre as capitais brasileiras no mês de fevereiro, conforme levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O custo da cesta na capital potiguar subiu 3,52% entre os meses de janeiro e fevereiro, demonstrando um aumento superior ao registrado em outras cidades do país. Ao todo, 14 capitais apresentaram alta nos preços, enquanto 13 registraram queda.
Em fevereiro, o valor médio da cesta básica em Natal ficou em R$ 616,84, segundo o Dieese. No acumulado do ano, essa elevação foi de 3,30%. No entanto, ao comparar com o mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 4,89% no preço da cesta. Além de Natal, outras capitais também registraram variações positivas, como João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%) e Aracaju (1,85%).
Para uma família de quatro pessoas manter o consumo dos produtos da cesta básica em fevereiro, o Dieese estimou que o salário mínimo deveria ser de R$ 7.164,94, cerca de quatro vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00. A pesquisa ainda destacou que seis dos doze produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento em Natal entre janeiro e fevereiro.
O item que mais subiu foi o tomate, com alta expressiva de 31%. Outros produtos que ficaram mais caros foram o feijão carioca (6,63%), carne bovina de primeira (1,08%), leite integral (0,98%), farinha de mandioca (0,61%) e banana (0,14%). Por outro lado, seis itens registraram queda nos preços: café em pó (-2,78%), óleo de soja (-2,38%), açúcar cristal (-2,27%), manteiga (-2,19%), arroz agulhinha (-1,34%) e pão francês (-0,13%).
Com essa variação nos preços, o aumento no custo da cesta básica em Natal reforça os desafios enfrentados pelas famílias no equilíbrio do orçamento, evidenciando a necessidade de monitoramento constante dos produtos essenciais para o consumo cotidiano.