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Nenhum estado do Nordeste alcança dois terços da renda média do Brasil
27 de fevereiro de 2026 / 21:13
Foto: Divulgação

Em 2025, os nove estados do Nordeste figuraram nas posições mais baixas do ranking de rendimento domiciliar per capita no Brasil, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). A média nacional de rendimento domiciliar per capita atingiu R$ 2.316, representando um aumento de 11,9% em comparação aos R$ 2.069 registrados em 2024. No entanto, nenhum estado nordestino conseguiu chegar a dois terços desse valor, reforçando a disparidade regional no País.

O estado do Rio Grande do Norte liderou a região Nordeste, com rendimento médio domiciliar de R$ 1.819, seguido por Sergipe, com R$ 1.697, Pernambuco com R$ 1.600, Piauí com R$ 1.546 e Paraíba com R$ 1.543. A Bahia apresentou rendimento de R$ 1.465, Alagoas R$ 1.422, Ceará R$ 1.390 e Maranhão, que registrou o menor valor entre os 27 estados brasileiros, com R$ 1.219.

O Ceará, com rendimento de R$ 1.390, ficou abaixo do Acre, que registrou R$ 1.392, e próximo ao Pará, com R$ 1.420, ambos localizados na região Norte, tradicionalmente associada a indicadores sociais baixos. Essa discrepância entre as unidades federativas destaca a grande desigualdade regional existente no Brasil. O Distrito Federal, com rendimento domiciliar médio de R$ 4.538, apresentou renda 3,7 vezes superior à do Maranhão e 2,5 vezes maior que a do Rio Grande do Norte, o estado nordestino com melhor desempenho.

Entre os dez estados com rendimento acima da média nacional, nenhum pertence à região Nordeste. A lista inclui o Distrito Federal, São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$ 2.839), Santa Catarina (R$ 2.809), Rio de Janeiro (R$ 2.794), Paraná (R$ 2.762), Mato Grosso do Sul (R$ 2.454), Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$ 2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335), principalmente localizados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

Os dados divulgados pelo IBGE também têm impacto direto na política fiscal, pois servem como base para o rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), conforme previsto na Lei Complementar 143/2013. Esse mecanismo determina a transferência constitucional da União para os estados, sendo que o coeficiente de cada unidade da federação no cálculo do fundo depende diretamente do rendimento domiciliar per capita.

O crescimento da renda média nacional é consistente, passando de R$ 1.625 em 2022 para R$ 1.893 em 2023, R$ 2.069 em 2024 e chegando a R$ 2.316 em 2025, o que representa uma alta acumulada de 42,5% em três anos. Embora o Nordeste tenha acompanhado essa recuperação, a distância em relação ao rendimento domiciliar das outras regiões não diminuiu proporcionalmente.

O IBGE calcula o rendimento domiciliar per capita como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares nominais – incluindo trabalho e outras fontes – pelo total de moradores, considerando as primeiras visitas realizadas nos quatro trimestres do ano na PNAD Contínua. A metodologia adotada voltou ao padrão inicial a partir de 2023, após ajustes realizados entre 2020 e 2022 devido às distorções provocadas pela pandemia de Covid-19.

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