
A região Nordeste consolidou-se como um dos principais motores da economia brasileira na última década, apresentando um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima da média nacional. Para 2025, a previsão indica um aumento de 2,3% na economia nordestina, superando o crescimento estimado em 2,22% para o Brasil como um todo. Especialistas destacam que, mesmo com a expectativa de desaceleração da economia nacional, o Nordeste deve continuar entregando bons resultados econômicos em 2026.
Um exemplo do desempenho regional é a projeção para a Paraíba, que prevê um crescimento de 5,5% no PIB em 2025, conforme relatório da Resenha Regional de Assessoramento Econômico do Banco do Brasil. Economistas ressaltam que o mercado de trabalho aquecido, a demanda interna favorável e o ambiente positivo para empreendimentos são os principais fatores que impulsionam esse crescimento.
O Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, anunciou um volume potencial de R$ 113,1 bilhões para investimentos em 2026, envolvendo setores como transição energética, economia digital, bioeconomia, infraestrutura e inovação industrial. Esse valor é 13 vezes maior que a estimativa inicial de R$ 10 bilhões, evidenciando a força econômica do Nordeste.
Pequenos e médios negócios seguem sendo protagonistas na economia nordestina, representando 74% dos investimentos aprovados pelo Consórcio Nordeste e 97,4% das novas empresas abertas, segundo pesquisa do Sebrae. Na Paraíba, a Central Sicredi Nordeste destinou, em 2025, R$ 438,3 milhões em crédito para este segmento, demonstrando o apoio ao empreendedorismo local.
De acordo com Jussara Marques, Analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste, embora o crescimento do PIB nacional esteja projetado entre 1,7% e 2% em 2026, o Nordeste tem potencial para superar a média do país em setores como serviços, indústria e agronegócio, resultado da combinação de investimentos públicos e privados, maior acesso a crédito, além de avanços na geração de renda e emprego observados em 2025.
A sustentabilidade da economia da região é atribuída a diversos fatores, incluindo o mercado de trabalho aquecido, disponibilidade de mão de obra qualificada, crescimento da indústria e do agronegócio, bem como a expansão do setor de serviços principalmente em municípios de pequeno e médio porte no interior dos estados. Um levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) aponta que mais de R$ 8 bilhões serão adicionados à economia regional em 2026, beneficiados pela isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.
Jussara destaca que essa diversidade econômica fortalece a região, tornando-a mais resistente a períodos de desaceleração econômica, como o esperado em 2026. Mesmo em cenários desafiadores, o Nordeste continua ampliando sua participação no cenário nacional e contribuindo para a diminuição das desigualdades regionais.