
A formação de um ciclone subtropical no Atlântico Sul, próximo à costa do Sudeste do Brasil, acende um alerta para a população nas próximas semanas. Este fenômeno deve resultar em pelo menos seis dias consecutivos de chuvas intensas, afetando diversas regiões do país.
Segundo dados do Meteored, os volumes de precipitação podem chegar a 200 milímetros ou até ultrapassar esse valor em algumas localidades, o que aumenta consideravelmente o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos, especialmente ao longo da faixa leste do Brasil.
Mas afinal, o que caracteriza um ciclone subtropical? Trata-se de um sistema de baixa pressão atmosférica que apresenta características híbridas: formado sobre águas quentes com núcleo quente, mas associado a ar frio em níveis mais altos da atmosfera. Diferente dos ciclones tropicais e extratropicais, este tipo pode, em condições específicas, evoluir para um ciclone tropical.
De acordo com as previsões meteorológicas, o núcleo do sistema deverá atingir o continente entre sexta-feira (27) e sábado (28), antes de retornar ao oceano. A instabilidade provocada pelo ciclone subtropical se estenderá por várias regiões, levando ao aumento significativo das chuvas.
Estados como São Paulo e Minas Gerais, localizados no Sudeste, e Bahia, no Nordeste, estão entre os mais afetados, com possibilidade de chuvas muito intensas e ventos fortes. Goiás e Tocantins também deverão sentir os efeitos, com tempestades e volumes pluviométricos acima da média. Essas áreas podem ter acumulados superiores a 200 milímetros em poucos dias, trazendo um cenário preocupante para a população.
Além das chuvas, o ciclone poderá gerar rajadas de vento acima de 70 km/h, tempestades com granizo, queda de árvores e danos na rede elétrica, principalmente entre sexta e sábado. Tais condições representam riscos diretos, como alagamentos em áreas urbanas, enchentes próximas a rios e córregos, bem como deslizamentos em encostas e morros.
Para a segurança da população, recomenda-se tomar medidas preventivas: limpar calhas e ralos para evitar o acúmulo de água, reforçar portas e janelas, guardar documentos e objetos de valor em locais altos, e evitar estacionar veículos próximos a árvores ou postes. Durante a tempestade, é fundamental não enfrentar enchentes a pé ou de carro, evitar ruas alagadas, buscar locais altos caso a água suba, e manter distância de postes e árvores.
Quem morar em áreas de risco deve ficar atento a sinais como trincas no chão, muros estufados e água barrenta e, caso identifique esses indícios, sair imediatamente de casa e procurar abrigo seguro. Acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193 também é recomendado.