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Nordeste mantém as maiores taxas de desocupação apesar de recordes no emprego
21 de fevereiro de 2026 / 07:18
Foto: Divulgação

O Nordeste concentra sete dos dez estados com as maiores taxas de desocupação do Brasil, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2025, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Piauí lidera com taxa de desocupação de 9,3%, seguido por Bahia e Pernambuco, ambos com 8,7%, números superiores à média nacional de 5,6%, que representa a menor taxa anual desde o início da série histórica, em 2012.

Além dos estados já citados, o Rio Grande do Norte (8,1%), Sergipe (7,9%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%) e Paraíba (6,0%) também estão acima da média nacional. Alagoas, com 8,3%, embora não tenha alcançado sua mínima histórica, registra um índice 48% superior ao do país.

Apesar desse cenário, cinco estados da região Nordeste registraram em 2025 as menores taxas históricas de desocupação: Paraíba, Ceará, Maranhão, Sergipe e Bahia. A metodologia da pesquisa considera desocupada a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa, que contou com visitas a 211 mil domicílios em todo o país, abrangendo pessoas com 14 anos ou mais.

No quarto trimestre de 2025, a taxa nacional de desocupação caiu para 5,1%, uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e queda de 1,1 ponto porcentual comparada ao mesmo período de 2024. Pernambuco, por exemplo, apresentou redução de 1,2 ponto percentual, mantendo o maior índice de desocupação trimestral no quarto trimestre (8,8%). Outros estados também observaram quedas, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraíba e Ceará.

Quanto ao nível de ocupação anual, que é a proporção de pessoas ocupadas na população com 14 anos ou mais, atingiu 59,1% em 2025. Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte apresentaram os menores percentuais, todos localizados no Nordeste, enquanto Mato Grosso, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul mostraram os maiores índices no país.

Outro dado relevante é a taxa anual de subutilização, que engloba desocupados, subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial, ficando em 14,5% para o Brasil. O Piauí novamente liderou com 31%, seguido por Bahia e Alagoas com 26,8%. A taxa anual de desalento também é mais alta no Nordeste, com Maranhão (9,5%), Alagoas (8,5%) e Piauí (7,8%) com os números mais elevados, contrastando com as menores taxas em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

A informalidade segue sendo um desafio significativo para a região, pois cinco estados nordestinos apresentam taxas acima de 50%: Maranhão (58,7%), Bahia (52,8%), Piauí (52,6%), Ceará (51,0%) e Paraíba (49,0%). Essa situação expõe os trabalhadores a condições sem garantias legais importantes, como cobertura previdenciária e benefícios trabalhistas.

Em termos de rendimento, o Nordeste mostra valores inferiores à média nacional, com o Rio Grande do Norte registrando o maior valor médio da região (R$ 3.003), ainda 15,6% abaixo da média nacional de R$ 3.560. O Maranhão apresenta o menor rendimento médio do país, R$ 2.228, com diferença de 37,4% em relação à média nacional.

Apesar dos desafios relacionados à desocupação e informalidade, o analista relacionado à Pnad destaca que a mínima histórica da desocupação em 2025 resulta do dinamismo do mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real. O Nordeste, portanto, embora enfrente as maiores taxas de desocupação, também registra avanços importantes, o que demonstra nuances na realidade social e econômica da região.

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