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Nordeste responde por 39% da produção nacional no Dia do Mel
17 de março de 2026 / 16:51
Foto: Divulgação

No Dia Nacional do Mel, comemorado em 17 de março de 2026, o Nordeste consolidou seu papel como a principal região produtora do país com participação de 39,4% na produção nacional. Em 2024, foram produzidas 26.527 toneladas das 67.304 toneladas brasileiras, o maior volume já registrado na série histórica, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE. O valor bruto dessa produção atingiu R$ 1,01 bilhão, registrando aumento de 11,4% em comparação a 2023, impulsionado especialmente pelo desempenho da região Nordeste.

Dentre os estados nordestinos, o Piauí lidera a produção com 8.614 toneladas, o que representa 12,6% do total nacional, seguido pelo Ceará com 6.059 toneladas, Bahia com 4.550 toneladas e Maranhão com 3.362 toneladas. Municípios como Santa Luzia do Paruá (MA), Santana do Cariri (CE) e São Raimundo Nonato (PI) aparecem entre os maiores produtores do Brasil em 2024. A cadeia apícola gera mais de 350 mil empregos diretos e indiretos no país, conforme dados do IBGE.

Desde 2014, a Rota do Mel, programa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), tem investido mais de R$ 15,7 milhões na consolidação da apicultura e meliponicultura em 13 estados brasileiros, beneficiando mais de 3.300 produtores responsáveis por cerca de 24,1 mil toneladas anuais de mel e seus derivados. Dos 15 polos estruturados no país, seis estão localizados no Nordeste, incluindo o Polo do Mel de Jandaíra (RN), Sertões de Crateús e Inhamuns (CE), Semiárido Piauiense (PI), Semiárido Baiano (BA), Sertão do Pajeú (PE), Sertão Sergipano (SE) e Sertão Paraíbano (PB).

De acordo com Daniel Fortunato, secretário Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, a apicultura e meliponicultura representam caminhos sustentáveis para a inclusão produtiva, valorizando saberes locais, fortalecendo a agricultura familiar e promovendo a preservação ambiental.

Em relação ao mercado externo, cooperativas ligadas à Rota do Mel já exportam para Europa, Ásia e América do Norte. No Nordeste, há acordos comerciais com países como Itália e Japão. Em 2023, as exportações nacionais totalizaram 28.553 toneladas, com os Estados Unidos absorvendo 80% desse volume, conforme a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel).

A apicultura é considerada uma atividade estratégica devido ao seu papel crucial na polinização de plantas cultivadas e nativas, essenciais para a produtividade agrícola e equilíbrio ecológico. As abelhas são importantes bioindicadoras da qualidade ambiental, conferindo à cadeia do mel uma função dupla: geração de renda para a agricultura familiar e proteção da biodiversidade.

A Rota do Mel integra as Rotas de Integração Nacional do MIDR, que abarca 13 cadeias produtivas estratégicas para o desenvolvimento regional, como Açaí, Cacau, Leite, Pescado, Fruticultura e Mandioca.

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