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Nova espécie de planta da Caatinga recebe homenagem a Niède Guidon
10 de abril de 2026 / 09:04
Foto: Divulgação

Uma nova espécie de planta da Caatinga foi descoberta por pesquisadores brasileiros e batizada como Machaerium guidone, em homenagem à arqueóloga Niède Guidon, destacada pela sua atuação na preservação do patrimônio histórico e ambiental no Brasil. Essa leguminosa típica do bioma Caatinga tem sua ocorrência registrada em diversos estados do Nordeste e Sudeste, como Piauí, Bahia, Ceará, Maranhão e Minas Gerais. A Machaerium guidone pode se manifestar tanto como liana, um tipo de planta trepadeira lenhosa que cresce apoiada em outras estruturas, quanto como arbusto escandente, sendo encontrada em áreas de vegetação seca, incluindo formações de Caatinga arbórea e regiões de transição com o Cerrado.

A descrição dessa nova espécie foi publicada em 2026 em um artigo científico assinado por Valner Matheus Milanezi Jordão, Daniela Sampaio e Fabiana Luiza Ranzato Filardi, ligados à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O nome escolhido para a planta homenageia Niède Guidon, reconhecendo sua contribuição essencial para a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara, no sul do Piauí, local que abriga importantes sítios arqueológicos de relevância mundial. Além disso, o nome ressalta o impacto da pesquisadora no avanço do conhecimento sobre a presença humana nas Américas e na preservação do patrimônio natural e cultural da região.

De acordo com o estudo, a nova espécie aumenta para 14 o número de representantes do gênero Machaerium registrados na Caatinga. O artigo traz detalhes sobre as características morfológicas da planta, sua distribuição geográfica, além dos períodos de floração, entre outubro e janeiro, e frutificação, de fevereiro a agosto. A classificação preliminar da espécie é de “menor preocupação” quanto ao risco de extinção, embora os pesquisadores enfatizem a importância de mais pesquisas para melhor compreender sua distribuição e garantir sua conservação. A descoberta da Machaerium guidone representa um avanço significativo para a botânica da Caatinga, destacando a riqueza e diversidade desse bioma único.

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