
A partir de 2026, novas exigências de segurança para veículos serão implementadas, afetando carros, ciclomotores e veículos elétricos leves. Essas medidas integram mudanças regulatórias adotadas internacionalmente, visando melhorar a segurança no trânsito e padronizar equipamentos obrigatórios.
Na União Europeia, desde 7 de julho de 2026, todos os carros novos deverão contar com sistema de frenagem automática de emergência. Essa tecnologia monitora o tráfego à frente e aciona automaticamente os freios perante risco de colisão, promovendo maior segurança para motoristas e pedestres.
Além disso, haverá a obrigatoriedade da luz de freio adaptativa, que pisca ou intensifica a iluminação durante frenagens bruscas, alertando os veículos que vêm atrás. Essas medidas fazem parte de um conjunto de dispositivos de segurança ativa, que atuam na prevenção de acidentes.
No Brasil, as regras para segurança veicular também estão sendo atualizadas. Entre os equipamentos obrigatórios nos modelos mais recentes estão os sistemas eletrônicos de assistência à condução e os alertas de segurança, como controle de estabilidade e avisos do uso do cinto de segurança.
Quanto aos ciclomotores, conhecidos como “cinquentinhas”, há novas exigências desde 1º de janeiro de 2026 para que estejam registrados e emplacados para circularem. Ainda é necessária a habilitação na categoria A ou a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), além do uso obrigatório de capacete adequado e outros equipamentos de proteção.
Dentre os itens obrigatórios para ciclomotores destacam-se retrovisores nos dois lados, farol dianteiro branco ou amarelo, lanterna traseira vermelha, velocímetro, buzina e pneus em boas condições. Essas normas reforçam a responsabilidade por mais segurança nas vias.
Para as bicicletas elétricas, a legislação brasileira não exige placa nem habilitação, mas impõe equipamentos mínimos para circulação como campainha, iluminação dianteira e traseira, sinalização lateral e espelho retrovisor esquerdo. Esses veículos devem contar com pedal assistido, em que o motor auxilia o esforço do ciclista.
Já os equipamentos autopropelidos, como patinetes e skates motorizados, precisam ter indicador de velocidade e sinalização sonora, itens que auxiliam a segurança em ciclovias e áreas compartilhadas com pedestres.
Essas mudanças refletem uma tendência global de reforçar a segurança viária e ajustar as normas para os novos meios de mobilidade urbana, buscando reduzir acidentes e proteger todos os usuários das vias.