
A partir de 2 de junho, começaram a valer as novas regras para financiamento de imóveis que reajustam o teto dos valores das habitações pelo programa Minha Casa, Minha Vida, ampliando o acesso para famílias de menor renda. A decisão foi aprovada em dezembro pelo Conselho Curador do FGTS e beneficia principalmente as faixas 1 e 2, com renda mensal de até R$ 4,7 mil, oferecendo taxas de juros mais baixas e condições de pagamento prolongadas.
Os limites máximos para financiamento foram atualizados para municípios com população acima de 750 mil habitantes e entre 300 mil e 750 mil habitantes, além das categorias metrópoles e capitais regionais. Os reajustes variam entre 4% e 6%, elevando o teto dos imóveis financiáveis pelas faixas 1 e 2 para valores entre R$ 255 mil e R$ 270 mil. Em capitais com mais de 750 mil habitantes, o teto alcança R$ 260 mil, enquanto nas metrópoles chega a R$ 270 mil. Nas cidades com população entre 300 mil e 750 mil, o limite estabelecido é de R$ 255 mil.
Quanto às faixas de financiamento, o valor máximo permitido varia conforme a categoria e localidade: para as faixas 1 e 2, os tetos variam entre R$ 255 mil e R$ 270 mil; para a faixa 3, o limite é de até R$ 350 mil; e para a faixa 4, o teto chega a R$ 500 mil. Os limites de renda são os seguintes: faixa 1 até R$ 2.850,00; faixa 2 de R$ 2.850,01 a R$ 4,7 mil; faixa 3 de R$ 4.700,01 a R$ 8,6 mil; e faixa 4 até R$ 12 mil.
Além do reajuste nos tetos, os subsídios do FGTS continuam e foram reforçados para reduzir o valor da entrada de imóveis para as famílias beneficiadas. O pacote de medidas soma-se às ações definidas em novembro pelo conselho, prevendo um orçamento recorde do FGTS de R$ 160,5 bilhões para 2026, dos quais R$ 144,5 bilhões são destinados à habitação. O Ministério das Cidades projeta R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais para 2026, focando nas famílias de menor renda.
O impacto das novas regras abrange 75 municípios com aproximadamente 51,8 milhões de habitantes, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o aumento dos custos vinha dificultando a implantação de novos empreendimentos habitacionais, conforme a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Entre as cidades beneficiadas, estão capitais e grandes centros urbanos das diversas regiões do país. No Nordeste, destacam-se 20 municípios, como Camaçari e Feira de Santana (Bahia), Caucaia e Juazeiro do Norte (Ceará), Olinda, Paulista, Caruaru e Petrolina (Pernambuco) e Campina Grande (Paraíba).