
As eleições de 2026 se aproximam e os governadores do Nordeste já começam a definir seus rumos políticos para esse ano decisivo. Enquanto alguns buscam a reeleição, outros preferem encerrar seus mandatos e há até quem opte por renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado. O prazo para a oficialização dessas decisões vai até o dia 4 de abril, porém um levantamento recente revela as prováveis trajetórias de todos os governadores da região.
No total, há nove governadores na região Nordeste. Cinco deles, incluindo Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará), Raquel Lyra (Pernambuco), Rafael Fonteles (Piauí) e Fábio Mitidieri (Sergipe), devem tentar a reeleição. Já Paulo Dantas (Alagoas), Carlos Brandão (Maranhão) e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) pretendem concluir seus mandatos sem disputar a reeleição. Por outro lado, João Azevêdo (Paraíba) decidiu renunciar ao cargo para concorrer ao Senado, entregando sua renúncia em 2 de abril e passando o governo para seu vice, Lucas Ribeiro.
Essa diversidade de decisões está diretamente associada à complexidade política que envolve cada estado. Em alguns casos, rupturas políticas entre governadores e seus vices influenciaram a escolha de não buscar novos mandatos. Por exemplo, em Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra optou por permanecer no cargo para evitar que seu adversário político, o vice Walter Alves, assuma o governo. Situação semelhante ocorre no Maranhão, onde o governador Carlos Brandão e seu vice Felipe Camarão vivem conflitos intensos na política e na Justiça.
No quesito reeleição, a perspectiva varia entre os governadores. Rafael Fonteles, do Piauí, encontra-se em posição confortável para exercer outro mandato. Já Jerônimo Rodrigues, da Bahia, enfrentará uma disputa acirrada contra o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Em cenário mais complicado, está Elmano de Freitas, do Ceará, que tem adversários fortes como Ciro Gomes e possivelmente Camilo Santana, o que pode dificultar sua tentativa de reeleição.
Assim, o destino dos governadores do Nordeste nas eleições 2026 mostra um quadro político plural e dinâmico, que promete movimentar a região nos próximos meses até a definição dos cargos governamentais. A diversidade de estratégias evidencia o jogo político em curso, com impactos significativos para os estados da região e para o cenário político nacional como um todo.