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O fim da escala 6×1 define as eleições no Nordeste em 2026
25 de fevereiro de 2026 / 18:25
Foto: Divulgação

Trabalhar cinco dias e descansar dois é o objetivo central do debate sobre o fim da escala 6×1, modelo que impõe seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de folga. Embora à primeira vista pareça um tema restrito às relações trabalhistas, a discussão ganhou dimensão política e pode ter peso relevante nas eleições de 2026, especialmente na região Nordeste do país.

Uma pesquisa realizada pela Nexus Inteligência e Dados aponta que o eleitorado nordestino acompanha atentamente o posicionamento de candidatos em relação ao fim da escala 6×1 e já considera essa pauta no momento de decidir o voto. Segundo o levantamento, o Nordeste é a região com maior sensibilidade eleitoral sobre o tema: 48% dos eleitores afirmam que diminuem as chances de votar em candidatos contrários à mudança na jornada.

Para contextualizar, a escala 6×1 consiste em trabalhar seis dias seguidos para descansar apenas um. Esse modelo é comum em setores como comércio, serviços e áreas essenciais, onde há necessidade de funcionamento contínuo. Críticos apontam que a rotina é desgastante e limita o tempo para convivência familiar, qualificação profissional, lazer e descanso adequado. A proposta em debate defende ao menos dois dias consecutivos de folga por semana, aproximando-se do padrão adotado em diversos países.

De acordo com a pesquisa, 66% dos eleitores nordestinos são favoráveis ao fim da escala 6×1, enquanto 20% se posicionam contra e 3% se mantêm neutros. Quando questionados sobre a influência do tema na escolha eleitoral, 48% disseram que suas chances de apoiar um candidato diminuem se ele for contrário à mudança — sendo que 35% afirmaram que seriam “muito menores” e 13% “um pouco menores”. Além disso, 15% declararam que teriam mais chances de votar em candidatos que defendem o fim da escala.

Os dados indicam que a pauta ultrapassa o campo técnico das relações de trabalho e se conecta diretamente à qualidade de vida. Para muitos trabalhadores, especialmente em setores com jornadas intensas, a mudança representaria mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal, além de possíveis impactos positivos na saúde física e mental.

Nesse contexto, o debate sobre a escala 6×1 tende a ganhar espaço no cenário político de 2026. No Nordeste, onde o apoio à alteração do modelo é majoritário, candidatos que desejarem ampliar sua base eleitoral precisarão apresentar posicionamento claro sobre o tema. A jornada de trabalho, portanto, deixa de ser apenas uma questão trabalhista e se consolida como um elemento estratégico na formação de opinião e na decisão do voto na região.

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