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O poder da vulnerabilidade como forma de liderança e conexão social
8 de fevereiro de 2026 / 16:25
Foto: Divulgação

O conceito de vulnerabilidade costuma ser visto de forma negativa, associado a pessoas expostas a riscos, danos e influências externas, caracterizadas pela ausência de proteção e fragilidade. Na esfera social, indivíduos vulneráveis enfrentam exclusão, desemprego, baixa renda e falta de moradia. Psicologicamente, podem apresentar transtornos como ansiedade. No entanto, ser vulnerável não significa ser pobre, mas estar exposto a necessidades essenciais.

Por outro lado, a vulnerabilidade pode ser entendida como a capacidade de se mostrar autêntico, reconhecendo erros e medos, e aceitando a imperfeição como algo natural. Essa postura revela coragem, que é antítese do medo e não demonstra fraqueza, mas sim bravura. Admitir limitações é o ponto de partida para transformar o isolamento em conexão estratégica e alcançar uma evolução contínua e genuína.

Em uma cultura que valoriza a autossuficiência, pedir ajuda muitas vezes é interpretado como sinal de fragilidade ou falha de caráter. Contudo, estudos do Informs – Institute for Operations Research Management Science, publicados em sua revista, apontam que solicitar apoio em tarefas complexas aumenta a percepção de competência do indivíduo.

Além de demonstrar inteligência prática, pedir ajuda gera impacto psicológico positivo para quem oferece suporte. Profissionais conscientes de suas limitações são vistos como mais inteligentes e dedicados, pois esse comportamento reflete foco na solução e despreza o ego em favor dos resultados coletivos. Priorizar eficiência em vez de aparentar onisciência revela uma liderança madura, segura e disposta a aprender.

Ao buscar aconselhamento em outra pessoa, expressamos admiração e respeito por sua trajetória, fortalecendo vínculos de confiança e reciprocidade. Ninguém pede ajuda a quem não admira; portanto, pedir apoio é uma forma poderosa de elogiar que favorece colaborações mais sólidas e espontâneas. Um exemplo famoso é Steve Jobs, que aos 12 anos pediu ajuda ao presidente da Hewlett-Packard e conseguiu não apenas a atenção, mas também um emprego de verão.

Segundo a neurociência, comportamentos pró-sociais ativam áreas do cérebro ligadas à satisfação e recompensa, beneficiando tanto quem pede quanto quem ajuda, criando um ciclo de ganho mútuo que substitui a competição por uma cultura de apoio e bem-estar. Assim, ser vulnerável não significa transferir responsabilidades, mas sim saber manejar recursos para alcançar a excelência.

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