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Onça-parda é registrada em Alagoas após 25 anos de ausência
17 de março de 2026 / 20:37
Foto: Divulgação

Uma onça-parda foi registrada novamente em Alagoas após um hiato de 25 anos sem registros da espécie no estado. O flagrante aconteceu no Sertão alagoano pelo Instituto SOS Caatinga e teve a confirmação do médico veterinário e vice-presidente da instituição, Rick Taynor Andrade Vieira. O último avistamento dessa espécie na região havia ocorrido em 2001, na Várzea da Marituba, em Piaçabuçu.

Conhecido também como suçuarana ou puma, o animal pertence à espécie Puma concolor e é classificado como vulnerável pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A lista estadual de espécies ameaçadas mais recente, publicada em 2017, mantém a espécie nessa mesma categoria de risco.

O local exato do registro da onça-parda não foi divulgado para evitar que o animal seja alvo de caça, prática infelizmente ainda presente no estado. Segundo Rick Taynor, zelar pela segurança da espécie é fundamental, o que justifica a omissão do local preciso onde a onça foi avistada.

O registro ocorreu em uma área preservada de Caatinga, local que também abriga outras espécies ameaçadas, como a jaguatirica, o veado-catingueiro e o jacu. A presença desse predador, que ocupa o topo da cadeia alimentar, indica equilíbrio ambiental e qualidade do habitat, pois sua existência depende de toda uma cadeia ecológica estruturada.

O exemplar fotografado é um macho saudável e em bom estado corporal. O Instituto SOS Caatinga já iniciou diálogo com órgãos ambientais estaduais e federais para intensificar ações de conservação, incluindo educação ambiental e fiscalização na área.

A ONG, que desenvolve projetos no Sertão de Alagoas, trabalha em parceria com universidades e o Ministério Público para preservar a fauna e flora locais, com estudos recentes focados em anfíbios, répteis, primatas e felinos ameaçados. Além disso, especialistas ressaltam a importância de atualizar a lista de espécies ameaçadas do estado, cujo último levantamento ocorreu há quase dez anos.

Rick Taynor destaca que a atualização desses dados é essencial para compreender melhor a situação atual das espécies, fortalecendo as estratégias de conservação no estado. O registro da onça-parda reafirma a importância da preservação ambiental e do monitoramento contínuo da biodiversidade em Alagoas.

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