
A Paraíba enfrenta uma situação preocupante em relação aos seus recursos hídricos, com nove açudes completamente secos e quase 40 outros em condições críticas, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB). Esses açudes apresentam volume abaixo de 10% da sua capacidade total, refletindo o cenário de estiagem que afeta diversas regiões do estado.
Os nove açudes que estão totalmente secos encontram-se nas cidades de São Mamede, Desterro, Conceição, além de dois reservatórios em Teixeira e Gurjão, e ainda em São José dos Cordeiros e Picuí, todos com 0% de capacidade de armazenamento. Em paralelo, 39 açudes estão em estado crítico, variando entre 0,1%, como registrado em Taperoá, e 9,81%, como o reservatório em Caraúbas, no Cariri paraibano.
A Aesa-PB monitora 136 reservatórios e os classifica em diferentes categorias, entre elas: sangrando, favoráveis, normais, em observação, sob atenção e críticos. No grupo de atenção, com capacidade entre 10% e 19%, estão 18 reservatórios distribuídos por várias localidades, incluindo Cajazeiras e Catingueira, no Sertão, e Campina Grande, no Agreste.
Adicionalmente, 36 açudes estão em observação com volumes entre 20% e 50%, enquanto 13 apresentam níveis normais, entre 50% e 69%. Outros 16 reservatórios estão em situação favorável, com capacidade entre 77% e 99%. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ainda emitiu um alerta de baixa umidade para 88 municípios no Sertão paraibano, válido até o dia 18 de janeiro.
Essa realidade destaca a gravidade do problema hídrico na Paraíba, exigindo atenção das autoridades e da população para o uso consciente da água. A situação dos açudes influencia diretamente no abastecimento e na agricultura, setores essenciais para o estado.