
O trabalho doméstico com carteira assinada na Paraíba registrou uma redução de 12% no número de vínculos formais entre 2015 e 2025, conforme estudo divulgado no dia 10 de março pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em 2015, o estado contava com 20.517 trabalhadores domésticos registrados formalmente, número que caiu para 18.018 em 2025, segundo dados do eSocial disponíveis no Painel do Trabalho Doméstico.
De acordo com o levantamento, a maioria dos trabalhadores continua sendo composta por mulheres, que representam 87,6% do total, enquanto os homens correspondem a 12,08%. Quanto à faixa etária, predominam os profissionais com idade entre 40 e 49 anos, totalizando 6.330 vínculos; em seguida, aparecem os trabalhadores de 50 a 59 anos, com 5.361 registros; e aqueles entre 30 e 39 anos, com 3.411 vínculos formais.
Em relação à remuneração, o estudo aponta um aumento médio recebido pelos empregados domésticos durante o período analisado. Em 2019, a média salarial era de R$ 1.454,93, valor que cresceu para R$ 1.610 em 2025. Apesar de uma queda observada entre 2020 e 2022 — chegando a R$ 1.432,92 em 2020, R$ 1.388,15 em 2021 e R$ 1.436,22 em 2022 — a partir de 2023 houve recuperação gradual, com média salarial de R$ 1.509 em 2023, R$ 1.551 em 2024 e R$ 1.610 em 2025.
Esses dados refletem as transformações no mercado de trabalho doméstico formal na Paraíba durante a última década, evidenciando tanto a redução no número de vínculos quanto a valorização salarial dos profissionais da área.