
A Paraíba iniciou o ano de 2026 em uma posição financeira relativamente confortável entre os estados brasileiros, destacando-se por apresentar o terceiro maior saldo de caixa livre no país. Essa classificação coloca o estado atrás apenas do Paraná e de São Paulo, conforme revelado nos Relatórios de Gestão Fiscal (RGF) referentes ao último quadrimestre de 2025, entregues ao Tesouro Nacional. Esses dados foram recentemente destacados em uma reportagem publicada na última sexta-feira (20).
De acordo com o levantamento, a Paraíba fechou o exercício de 2025 com cerca de R$ 4 bilhões em recursos disponíveis, valores que não estão vinculados a despesas obrigatórias ou passivos inscritos. Isso significa que esses recursos podem ser utilizados em investimentos e no custeio de políticas públicas, mantendo o equilíbrio fiscal do estado.
Esse cenário positivo da Paraíba é ainda mais relevante ao ser comparado com a situação fiscal desfavorável de pelo menos seis estados e do Distrito Federal, que iniciaram 2026 com déficit em caixa. Entre essas unidades federativas, destacam-se Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Alagoas, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre, que enfrentam dificuldades financeiras para honrar compromissos anteriores ou assumir novas despesas.
A escassez de recursos obrigou esses estados a adiar pagamentos, restringir gastos e executar um rigoroso controle orçamentário ao longo do ano. Isso se dá especialmente pela aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece regras mais severas no último ano dos mandatos governamentais.
No caso da Paraíba, manter um saldo robusto de caixa livre reforça a imagem de uma gestão fiscal equilibrada, em contraste com a realidade negativa enfrentada por várias outras regiões. Essa capacidade financeira pode favorecer um maior investimento nas áreas de infraestrutura, saúde e educação, bem como proporcionar uma maior resiliência para enfrentar eventuais choques econômicos, evitando a necessidade de recorrer a empréstimos emergenciais ou comprometer ainda mais as contas públicas.
Assim, o estado demonstra melhor capacidade de planejar e executar políticas públicas, garantindo estabilidade e desenvolvimento, mesmo diante de desafios fiscais nacionais.