
O paraibano Gustavo Feliciano é o principal nome cotado para assumir o comando do Ministério do Turismo após a saída de Celso Sabino, conforme anunciado pelo governo federal na quarta-feira (17). Essa mudança faz parte de uma estratégia política para fortalecer a governabilidade no Congresso Nacional. Gustavo Feliciano é filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB) e conta com o apoio da direção nacional do partido. A família mantém uma aliança política consolidada com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na Paraíba. A indicação de Gustavo foi resultado de negociações entre o União Brasil e a ala política do Palácio do Planalto.
Celso Sabino explicou que a saída do ministério atende a um pedido do União Brasil, que solicitou a retomada da pasta após tê-lo expulsado da legenda. A expulsão ocorreu depois que Sabino decidiu permanecer no cargo, contrariando orientações da liderança do partido. Segundo assessores do presidente Lula, o acordo para substituir Sabino foi firmado após conversas entre o governo e o partido, visando garantir maior segurança na aprovação das pautas prioritárias do Executivo no Congresso.
Damião Feliciano, pai do provável novo ministro, desempenha papel importante como um dos coordenadores da bancada evangélica e da bancada negra na Câmara dos Deputados. A escolha de Gustavo Feliciano é interpretada nos bastidores como uma sinalização do governo federal para o eleitorado evangélico, reforçando laços políticos importantes para a base governista. Assim, a possível nomeação de Gustavo ao Ministério do Turismo evidencia uma movimentação política estratégica para fortalecer alianças e garantir estabilidade na articulação legislativa.