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Pernambucana vence prêmio com filtro de pinha para resíduo tóxico da mandioca
1 de abril de 2026 / 10:14
Foto: Divulgação

Beatriz Vitória da Silva, uma jovem de 18 anos do quilombo do Brejo de Dentro, localizado no sertão de Pernambuco, conquistou o Prêmio LED Globo 2026 na categoria estudante do ensino médio com um projeto inovador para o tratamento da manipueira, um resíduo altamente tóxico da mandioca. A iniciativa faz parte do Movimento LED Globo – Luz na Educação, que reconhece projetos que geram impacto positivo na educação. Beatriz poderá apresentar seu projeto no Especial LED Globo, que será exibido no dia 1º, logo após o BBB26, sob a apresentação de Eliana.

Filha de agricultores e moradora do quilombo, Beatriz desenvolveu o projeto FiltroPinha juntamente com três colegas da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire: Luana, Eduardo e Ângela. Sob orientação dos professores Gustavo e Carol, o grupo criou um filtro ecológico usando a casca da pinha, uma fruta comum na região, para absorver a carga poluente da manipueira, promovendo o reaproveitamento seguro da água na produção da farinha.

O projeto FiltroPinha não só permite a purificação da água contaminada, como também utiliza o resíduo do filtro como fertilizante de liberação lenta, completando um ciclo sustentável de reaproveitamento ambiental. O protótipo final, que combina farinha e carvão ativado das cascas da pinha, tem um custo inferior a R$ 5, o que representa uma alternativa acessível e ambientalmente correta para a comunidade local.

Beatriz destacou o papel fundamental dos professores em sua trajetória: “Quando eu cheguei no ensino médio, não tinha noção de como desenvolver projeto de pesquisa, mas fui aprendendo com meus professores. Eles acreditaram em mim e isso fez toda a diferença”. A jovem relatou a experiência de passar por diversas etapas, desde a inscrição até a avaliação por uma banca formada por profissionais da educação e jornalistas, incluindo o professor João Pedrosa, participante do BBB. Mesmo nervosa, ela enfrentou os desafios, fortalecendo seu crescimento pessoal e do projeto.

Agora, prestes a iniciar a graduação em Ciências Econômicas na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Beatriz valoriza todo o aprendizado e dedicação investidos: “Não cheguei aqui sozinha, meus orientadores viram um potencial em mim que eu mesma não via”. O sucesso da pernambucana quilombola no Prêmio LED Globo reforça a importância da educação para transformar vidas e incentivar soluções criativas para problemas locais.

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