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Pesquisa nacional destaca projetos de afroturismo no Nordeste brasileiro
13 de dezembro de 2025 / 11:06
Foto: Divulgação

A Diaspora.Black, em colaboração com a Embratur e a CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina, realizou uma pesquisa inédita que mapeou o afroturismo no Brasil, identificando tendências, desafios e oportunidades no setor. O estudo aponta o afroturismo como um importante vetor para a valorização cultural, inclusão social e geração de renda.

Como parte desse trabalho, foi estruturado um mapeamento nacional que reúne 93 instituições, comunidades tradicionais, quilombos, museus e iniciativas independentes que atuam na preservação e promoção da cultura negra no turismo brasileiro. Os dados coletados incluem detalhes sobre localização, perfil do projeto, tipo de roteiro e área de atuação, evidenciando o impacto dessas iniciativas na economia local, preservação da memória coletiva e visibilidade das comunidades negras.

O cofundador da Diaspora.Black, Carlos Humberto, destaca que o afroturismo está em um momento estratégico no país, funcionando como ferramenta de reparação histórica, fortalecimento da identidade e conexão entre viajantes e territórios de ancestralidade. O levantamento identificou grande diversidade de roteiros afrocentrados especialmente na região Nordeste, com projetos focados em experiências culturais, turismo comunitário, educação patrimonial e religiosidade de matriz africana.

No Nordeste, o mapeamento de 2025 catalogou projetos em vários estados, entre eles o Quilombo de Picadas e a Marolas Hospitalidade no Rio Grande do Norte, além de diversas iniciativas na Bahia como o Instituto Ilê Odé e o Terreiro do Gantois. O Maranhão, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Sergipe também contam com iniciativas reconhecidas, como as comunidades quilombolas de Guimarães, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares e a Associação Cultural e Religiosa Alaroké.

O estudo reafirma que o afroturismo no Brasil contribui para diversificar a oferta turística, estimular o empreendedorismo local e fortalecer políticas de turismo inclusivo e sustentável. Além disso, aproxima visitantes de narrativas históricas frequentemente invisibilizadas, gerando impactos econômicos positivos nas comunidades. Por meio desse mapeamento, a Diaspora.Black oferece uma base estratégica para gestores públicos, operadores turísticos e investidores, facilitando o acesso dos viajantes a experiências que unem cultura, história e pertencimento em diversas regiões do Brasil.

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