
A Petrobras firmou um protocolo de intenções com o governo de Sergipe para a venda antecipada do gás que será produzido no Projeto Sergipe Águas Profundas (Seap). A assinatura ocorreu nesta sexta-feira (27), durante reunião no Palácio dos Despachos, em Aracaju, com a presença do governador Fábio Mitidieri e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. O projeto tem previsão de início da produção para 2030 e deve impactar até R$ 37,8 bilhões no Produto Interno Bruto estadual, gerando cerca de 200 mil empregos durante as fases de implantação e operação.
Entre as estratégias discutidas para o Seap estão a contratação de unidades flutuantes de produção (FPSOs), além de soluções para armazenamento e transferência de petróleo, as quais estão em fase final. O contexto internacional, especialmente a guerra no Irã, também foi debatido, evidenciando a importância estratégica do Seap para o Brasil e a urgência na implantação do projeto. O fechamento de plataformas petrolíferas em Sergipe movimentou mais de US$ 2,5 bilhões recentemente, reforçando o dinamismo do setor na região.
O Seap representa uma nova fronteira para a exploração de petróleo e gás natural no país, com capacidade estimada de produção de aproximadamente 240 mil barris de petróleo por dia e 18 milhões de metros cúbicos diários de gás quando suas duas plataformas estiverem operando. O projeto conta ainda com um gasoduto para escoamento da produção.
Localizado na Bacia Sergipe-Alagoas, o projeto está dividido em Seap 1, que abrange jazidas dos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste, Cavala e Palombeta, dentro das concessões BM-SEAL-10 (100% Petrobras) e BM-SEAL-11 (60% Petrobras e 40% IBV Brasil Petróleo LTDA), e Seap 2, que inclui jazidas dos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, localizados nas concessões BM-SEAL-4 (75% Petrobras e 25% ONGC Campos Limitada), BM-SEAL-4A (100% Petrobras) e BM-SEAL-10 (100% Petrobras).